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O poder transformador do 'Blue Mind'

O poder transformador do 'Blue Mind'

Estar perto da água é mais do que uma conexão, é um elixir para a mente e o coração | Por Gabriela Muller Em um mundo frenético e muitas vezes avassalador, a busca por momentos de calma e conexão com a natureza assume uma importância vital em nossas rotinas. Neste contexto, emerge a teoria do Blue Mind, um conceito desenvolvido pelo cientista marinho Wallace J. Nichols, que sugere que estar perto da água, seja o oceano, lagos ou rios, pode melhorar significativamente a saúde mental, reduzir o estresse e promover uma sensação de calma e felicidade. Este conceito foi popularizado ao longo dos anos através de estudos científicos publicados que comprovam sua veracidade. Por exemplo, o "Journal of Environmental Psychology" examina como o ambiente afeta o comportamento humano, evidenciando a ligação entre a proximidade com corpos d'água e o bem-estar emocional. Da mesma forma, pesquisas da Universidade de Exeter contribuíram para a compreensão dos benefícios psicológicos ligados à presença da água. Além disso, estudos sobre a relação entre atividades aquáticas, como natação e surfe, e os benefícios para a saúde mental, publicados em revistas científicas especializadas em saúde e psicologia, corroboram a ligação direta entre a presença da água e o nosso bem-estar emocional. A água, com sua serenidade e vastidão, possui o poder de acalmar nossas mentes tumultuadas e revitalizar nossas almas. Contemplar as ondas quebrando na praia ou sentir a brisa suave em um lago tranquilo pode nos conectar profundamente com o momento presente, proporcionando uma sensação de paz interior incomparável. A Allcatrazes se identifica muito com este tema, pois busca promover uma conexão profunda com a natureza, convidando vocês a abraçarem um estilo de vida do lado de fora, desfrutando das maravilhas naturais que o mundo oferece. Sempre prezamos por esta qualidade de vida e tentamos diariamente, através de nossos produtos, servir como um catalisador para inspirar vocês a se reconectarem com a natureza e a priorizarem momentos de tranquilidade e serenidade em suas vidas agitadas. Neste turbilhão da vida moderna, é fácil se perder na agitação incessante e esquecer a beleza que a natureza oferece. No entanto, ao abraçarmos o conceito do Blue Mind, somos convidados a reconectar-nos com a essência primordial que habita em todos nós. É uma jornada de redescoberta, uma oportunidade de reconectar com nossa própria humanidade e com o mundo ao nosso redor de uma maneira mais profunda e significativa. Permita-se incluir pequenos rituais de conexão com a água em sua vida diária e descubra a transformação que o Blue Mind pode trazer. Exemplos de práticas diárias para incorporar o Blue Mind: Meditação à beira de um lago ou rio, focando no som suave da água e na respiração tranquila. Caminhadas ao longo da costa, permitindo-se absorver a beleza e a serenidade do oceano. Banhos relaxantes em casa, utilizando essências que remetam à água para criar um ambiente calmante. Criação de um espaço de relaxamento em casa com elementos aquáticos, como fotos de paisagens marítimas ou fontes de água. Prática de ioga à beira de um rio ou em uma praia tranquila, incorporando movimentos fluidos e respiração consciente. Um passeio de bike na orla, perto de mares, lagos e rios.

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O poder transformador do 'Blue Mind'
Estar perto da água é mais do que uma conexão, é um elixir para a mente e o coração | Por Gabriela Muller Em um mundo frenético e muitas vezes avassalador, a busca por momentos de calma e conexão com a natureza assume uma importância vital em nossas rotinas. Neste contexto, emerge a teoria do Blue Mind, um conceito desenvolvido pelo cientista marinho Wallace J. Nichols, que sugere que estar perto da água, seja o oceano, lagos ou rios, pode melhorar significativamente a saúde mental, reduzir o estresse e promover uma sensação de calma e felicidade. Este conceito foi popularizado ao longo dos anos através de estudos científicos publicados que comprovam sua veracidade. Por exemplo, o "Journal of Environmental Psychology" examina como o ambiente afeta o comportamento humano, evidenciando a ligação entre a proximidade com corpos d'água e o bem-estar emocional. Da mesma forma, pesquisas da Universidade de Exeter contribuíram para a compreensão dos benefícios psicológicos ligados à presença da água. Além disso, estudos sobre a relação entre atividades aquáticas, como natação e surfe, e os benefícios para a saúde mental, publicados em revistas científicas especializadas em saúde e psicologia, corroboram a ligação direta entre a presença da água e o nosso bem-estar emocional. A água, com sua serenidade e vastidão, possui o poder de acalmar nossas mentes tumultuadas e revitalizar nossas almas. Contemplar as ondas quebrando na praia ou sentir a brisa suave em um lago tranquilo pode nos conectar profundamente com o momento presente, proporcionando uma sensação de paz interior incomparável. A Allcatrazes se identifica muito com este tema, pois busca promover uma conexão profunda com a natureza, convidando vocês a abraçarem um estilo de vida do lado de fora, desfrutando das maravilhas naturais que o mundo oferece. Sempre prezamos por esta qualidade de vida e tentamos diariamente, através de nossos produtos, servir como um catalisador para inspirar vocês a se reconectarem com a natureza e a priorizarem momentos de tranquilidade e serenidade em suas vidas agitadas. Neste turbilhão da vida moderna, é fácil se perder na agitação incessante e esquecer a beleza que a natureza oferece. No entanto, ao abraçarmos o conceito do Blue Mind, somos convidados a reconectar-nos com a essência primordial que habita em todos nós. É uma jornada de redescoberta, uma oportunidade de reconectar com nossa própria humanidade e com o mundo ao nosso redor de uma maneira mais profunda e significativa. Permita-se incluir pequenos rituais de conexão com a água em sua vida diária e descubra a transformação que o Blue Mind pode trazer. Exemplos de práticas diárias para incorporar o Blue Mind: Meditação à beira de um lago ou rio, focando no som suave da água e na respiração tranquila. Caminhadas ao longo da costa, permitindo-se absorver a beleza e a serenidade do oceano. Banhos relaxantes em casa, utilizando essências que remetam à água para criar um ambiente calmante. Criação de um espaço de relaxamento em casa com elementos aquáticos, como fotos de paisagens marítimas ou fontes de água. Prática de ioga à beira de um rio ou em uma praia tranquila, incorporando movimentos fluidos e respiração consciente. Um passeio de bike na orla, perto de mares, lagos e rios.
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Tudo o que você está se perguntando sobre a SSL GOLD CUP
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Tudo o que você está se perguntando sobre a SSL GOLD CUP
Por Catarina Weck Glashester   A Copa do Mundo da Vela está de volta! Quais as próximas etapas e como vai funcionar o evento?   Time Brasil no evento teste da SSL Gold Cup | Créditos: Martina Orsini   SSL Gold Cup Totalmente inédito na história do nosso esporte, o campeonato organizado pela SSL busca, assim como no futebol, coroar a melhor nação de atletas. O resultado é uma competição com times de 9 velejadores, dos 56 melhores países do rankingda SSL, disputando entre si em barcos idênticos, inclusive com revezamento das embarcações em um sistema de chaves.   A SSL A Star Sailors League é uma organização feita "por velejadores para velejadores", fundada para valorizar a individualidade de cada atleta. A principal iniciativa foi a criação de um ranking inspirado no ranking da ATP do tênis, incluindo as principais competições de vela costeira, selecionadas pela relevância em cada país e com pesos diferentes a depender da dimensão de cada campeonato. Assim, são definidos anualmente os melhores atletas daquele ano.   A competição O campeonato está previsto para acontecer a cada dois anos e funciona em etapas eliminatórias, como em torneios de tênis ou na Champions League no futebol. Ou seja, os países que estão mais embaixo no ranking começam a competição primeiro. Nas qualificatórias, que rolaram ano passado, os países de número 25 a 56 no ranking competiram entre si, e os melhores 16 foram selecionados para se juntarem ao top 24 nas etapas finais. O Brasil está entre os 24 primeiros países do ranking mundial e, apesar de não precisar participar da etapa de qualificação, participou dos eventostestes e se saiu muito bem nas águas suíças. O time teve algumas alterações desde a última vez em que velejou junto e, agora que é para valer, o Brasil está pronto para iniciar a competição direto nas 8ªs de final.   Grupos da SSL Gold Cup de acordo com o ranking mundial   Pontuação Diferente do que estamos habituados a ver em competições de vela, na qual o time com menos pontos se sagra campeão, aqui o time com mais pontos avança de fase. Serão regatas de 4 times e, a cada regata, o vencedor soma 4 pontos, o 2º colocado soma 3,até o último colocado que terá apenas 1 ponto ganho por regata. A pontuação é dada a partir da colocação de cada barco na regata e lembramos queno último dia os pontos são dobrados e as apostas ficam mais altas!   O time A seleção do time também funciona de maneira simples. A SSL designou um capitão para cada país. A partir daí, 5 integrantes do time são selecionados diretamente do ranking da Star Sailors League, enquanto os outros 5 são de escolha do capitão. São 9 atletas a bordo e 2 velejadores reserva. Fazendo alusão ao grande evento mundial, que é a Copa do Mundo de Futebol, os uniformes de água são inspirados nos das seleções, e é claro que a faixa da seleção brasileira foi entregue a ninguém mais ninguém menos do que Robert Scheidt.   Da esquerda para a direita: 1 Alfredo Rovere, 2 Juninho de Jesus, 3 Henrique Gomes, 4 Henry Boening, 5 Gabriel Borges, 6 Mario Tinoco, 7 André Fonseca, 8 Gabriel Keeling, 9 Martine Grael, 11 Pedro Trouche, 10 Robert Scheidt   O time sofreu algumas alterações desde o ano passado e hoje conta com os seguintes nomes:   Robert Scheidt | Helm Martine Grael | Tactician Henry Boening | Grinder André Fonseca Bochecha | Main Trimmer Gabriel Borges | Trimmer Mário Tinoco | Trimmer Juninho de Jesus | Pit Henrique Gomes | Pit Alfredo Rovere | Bow Gabriel Kieling | Reserva Pedro Trouche | Reserva   Time Brasil SSL Gold Cup e suas posições no barco   O barco Todos os dias há revezamento dos barcos. As velas são novas e as regulagensdos stais não podem ser alteradas. A embarcação é o SSL47, inspirado no projeto do RC44, desenvolvido pelo CEO da Sail GP. Sem eletrônicos e ultra-simplificado, a fim de nivelar o campo de jogo entre as nações, o projeto promete entregar grandes disputas nas águas das Ilhas Canárias. Atualmente, existem dez barcos dedicados a este circuito.   Transmissão e calendário O campeonato já começou nas Ilhas Canárias na Espanha e está rolando transmissão ao vivo das regatas no YouTube da Star Sailors League. O Brasil estreouhoje na chave com Polônia, Lituânia e Taiti. A final está marcada para o dia 3 de dezembro. Por um lado é vantajoso para o país iniciar a competição já na frente, mas por outro, com as mudanças no time, os atletas terão pouco tempo para treinarem juntos e garantirem a sincronia da tripulação. Seja como for, a equipe brasileira está pronta para nos representar muito bem na primeira edição desse campeonato histórico para o nosso esporte!   Próximas regatas do Brasil: Dia 22.11 | 10:30 (Horário de Brasília) Dia 23.11 | 12:00 (Horário de Brasília) Dia 24.11 | 7:30 (Horário de Brasília)   Próximas regatas do Brasil na SSL Gold Cup   Passando de fase, o time é colocado nas próximas chaves, a depender do desempenho nessas primeiras 4 regatas. Atualizaremos a posição do Brasil aqui no blog.   Allcatrazes e Time Brasil A Allca é apoiadora oficial do Time Brasil da SSL Gold Cup! É um prazer imenso equipar essa tripulação de grandes nomes da vela do nosso país com mochilas, malas e vestuário de terra para acompanhá-los em qualquer desafio. Postaremos atualizações sobre o Time Brasil ao longo da competição, fique ligado aqui no blog e no nosso Instagram (@allcatrazes) para não perder nada. Desejamos bons ventos à equipe.   Allcatrazes equipando o Time Brasil com mochilas, malas e vestuário de terra     Dia 1 - Oitavas de Final - Regata 1 Na estreia do Brasil na SSL, a primeira tentativa de regata foi canceladaconforme o vento foi morrendo ao longo da primeira perna, com o Brasil bem a frente. Na regata validada, o Brasil largou atrasado depois de precisar cambar para sair da popa da Polônia, que também não teve uma boa largada e acabou ficando em último durante toda a regata. Com velocidade, o Brasil se safou da situação e assumiu a primeira colocação da regata com certa tranquilidade. Essa colocação se manteve até começarem as trocas de cambada, na qual o time da Lituânia foi tirando distância até passar o Brasil.   Time Brasil disputando a primeira regata das oitavas de final na SSL Gold Cup | Créditos: Gilles Morelle   Na sequência, Lituânia Brasil e Taiti trocaram diversas vezes de posição ao longo da regata. Com ventos de até 5 nós da direção Sul a regata foi marcada por decisões táticas e estratégicas mais do que pela velocidade e toque de barco das tripulações. A Lituânia acabou levando a primeira colocação seguida do Brasil e do Taiti. Em entrevista após a regata, Martine Grael - tática do time - afirma estar satisfeita com esse primeiro resultado, na fase atual, o importante é a tripulação estar engrenando e não ficar em 3º nem em 4º, colocações eliminatórias para as próximas fases.   Resultados da primeira regata das oitavas de final, disputada pelo Brasil, na SSL Gold Cup   Dia 2 - Oitavas de Final - Regata 2   A regata de ontem (22) foi um pouco mais complicada para o Time Brasil, quechegou a estar em último na terceira perna. No último popa, com o vento diminuindo bastante, tomou uma boa decisão tática e passou os times da Polônia e Taiti. Lituânia levou mais uma vez os 4 pontos do dia.   Time Brasil no segundo dia de regatas da SSL Gold Cup | Créditos: Gilles Morelle   Em mais um dia marcado por ventos fracos, Polônia e Taiti largaram escapados. Assim que a comissão subiu a bandeira de chamada individual, que indica que algum barco queimou a largada, ambos rapidamente arribaram e voltaram para reiniciar sua regata, passando atrás da linha de largada e se livrando de uma penalidade mais grave. Assim, Brasil e Lituânia largaram na frente, com o barco lituano abrindo vantagem desde o início. Já o Brasil ficou um pouco preso na confusão dos dois barcos escapados e cambou mais lento para seguir para a direita. Poucas trocas de posição nas duas primeiras pernas, até o segundo contravento no qual Brasil chegou a estar em último. No popa final o vento diminuiu totalmente. Os 4 barcos se espalharam pela raia e podia dar de qualquer lado. Lituânia conseguiu garantir a primeira colocação enquanto Brasil e Polônia brigaram na chegada. Sem protestos, mas em uma situação tensa, o Brasil garantiu o 2º lugar na regata.   Chegada disputada pelo Brasil e Polônia, com apenas 1 segundo de diferença | Créditos Gilles Morelle   Mesmo tendo direito pela regra de Amuras Opostas, que determina que o barcode vela esquerda tem preferência ao barco de vela direita, conforme explica Gabriel Borges ao final da regata, com menos de 3 comprimentos de barco para a boia o barco de fora precisa dar espaço para o barco de dentro entrar. Acabamos dando até mais do que o espaço necessário, mas safamos por meio metro.   Resultados da segunda regata das oitavas de final, disputada pelo Brasil, na SSL Gold Cup   Além disso, em terra, a Polônia foi desclassificado após constatarem que a tripulação cortou um dos cabos do barco. Uma das principais regras dessa competição é de que o barco não pode ser alterado de qualquer maneira, a fim de todos terem o mesmo material, preservando o barco para as outras equipes que irão utilizar-lo na sequência do revezamento. Neste momento, Lituânia está na liderança do grupo com 8 pontos, Brasil em segundo lugar com 6 pontos, Taiti em terceiro lugar com 3 pontos, e a Polônia na última colocação com apenas 1 ponto, em função da desclassificação da regata de ontem.     Dia 3 - Oitavas de Final - Regata 3   O dia de hoje teve um desfecho que pode complicar o Brasil amanhã. Nos dois primeiros dias, apesar de alguns desafios, a equipe brasileira conseguiu safar o 2º lugar em ambas as regatas. Hoje, com ventos médios de 10 a 13 nós, em um dia ensolarado na Espanha, acabamos em 4º lugar na regata.     De início, o Brasil saiu para a esquerda da raia, enquanto os outros times seguiram para a direita. No começo, abrimos vantagem em relação às outras equipes, mas na cambada de cruze entre os dois lados da raia acabamos ficando para trás. A boa notícia é que o barco brasileiro estava bem veloz no popa e conseguia tirar distância de seusadversários. Mesmo assim, decisões táticas arriscadas nos custaram uma boa colocação na última regata antes da disputa final da fase. Atualmente, a Lituânia lidera a chave isolada com 3 vitórias e 12 pontos. Em 2º lugar o Brasil, empatado com o 3º time, o Taiti, com 7 pontos. Para fechar a chave a Polônia, que somou apenas 1 ponto nas 2 últimas regatas por penalidades (hoje, o time polonês passou do limite de horário para fazer a declaração diária dos tripulantes e, ao invésde 2 pontos pela sua colocação de hoje, somou apenas 1). Na próxima regata, que tem pontuação dobrada, o Brasil pode vencer ou finalizar em segundo atrás da Lituânia ou Polônia, para garantir sua qualificação. No entanto, é preciso que, obrigatoriamente, ganhe do Taiti.   Resultados do grupo 2 da SSL Gold Cup até o momento   Dia 4 - Oitavas de Final - Regata 4 - Pontos dobrados   Com 10 nós, menos onda e o vento vindo de Norte, disputamos a última regatadas oitavas de final. De cara, saímos brigando com o Taiti, com uma sequência de troca decambadas, começamos em 3º.   Time Brasil disputando seu lugar nas quartas de final na SSL Gold Cup | Créditos: Gilles Morelle   Com um pênalti para a Polônia, que teve que pagar um 360 em um erro com o time daLituânia, assumimos a 2ª posição da regata ainda na primeira perna. Na montagem para o popa, a equipe do Taiti montou logo atrás do Brasil, mas teve um problema para subir o balão, e aí ganhamos uma distância confortável do 3º barco enquanto aproximávamos da Lituânia, em 1º. Com boas decisões popa assumimos a liderança da regata na aproximação para a 3ª perna, mas infelizmente não mantivemos a vantagem sobre a Lituânia por muito tempo. A batalha entre Brasil e Taiti terminou bem para a gente! A partir do último contravento abrimos do Taiti e a última perna se tornou mais fácil para o time. Com um 2º lugar na última regata passamos para as quartas de final!   Resultados do grupo 2, no último dia de oitavas de final da SSL Gold Cup - Brasil está nas quartas de final! Agora o Brasil avança para as quartas de final, que ocorrem de 27/11 a 01/12.Os primeiros dois adversários confirmados não são fáceis, Austrália e Nova Zelândia, times que já estavam classificados para essa fase devido a sua posição no rankingmundial da SSL. Enfrentaremos ainda mais uma equipe, que será definida hoje nas oitavas de final.   Brasil disputará as quartas de final com Nova Zelândia, Austrália e mais um time a ser definido, na SSL Gold Cup   Programação das quartas de final da SSL Gold Cup Dia 1 - Quartas de final - Regata 1 - Estreia do Brasil!   Depois de dois dias de descanso e agora em uma chave mais desafiadora, os pontos são zerados e tudo corre como antes: 4 regatas em 4 dias e a última vale o dobro. O Brasil inicia a nova fase com um 3º lugar. Mais um dia com vento muito fraco na Espanha, a equipe brasileira teve uma boa largada, mas acabou ficando bastante tempo preso no vento sujo de duas outras tripulações. Para sair dessa situação, o time se safou dos outros barcos e seguiu defendendo a esquerda da raia enquanto as demais equipes se colocavam mais para a direita. A estratégia pagou bem e disparamos para o primeiro lugar.   Time Brasil disputou a primeira regata das quartas de final da SSL Gold Cup | Créditos: Gilles Morelle   No próximo cruze, trocamos posições com a Nova Zelândia algumas vezes e seguimosde vela direita rumo ao último bordo longo antes da aproximação da boia. Na montagem para a próxima perna os outros times de Portugal e da Austrália saíram melhor dando o último bordo pela esquerda e iniciamos o popa na 3ª colocação. Nessa perna, o vento foi diminuindo bastante, enquanto mantivemos nossa posição em cima dos Neozelandeses. Até o final da disputa chegamos a tirar alguma distância dos primeiros colocados, mas fechamos a regata na 3ª colocação.   Resultados do grupo 3, no primeiro dia das quartas de final da SSL Gold Cup   Em entrevista após a regata Keith Swinton, tático da Austrália, equipe campeã do dia,confessou que o dia foi de decisões difíceis de serem tomadas com o vento fraco e araia confusa.   Depoimento do Robert sobre a regata:   "Um pouco frustrante acabar com um 3º hoje porque tivemos nossas chances na regata. O vento variou bastante de pressão, muitos lugares na raia que não tinham vento nenhum e, enfim, os outros 2 times conseguiram velejar mais dentro do vento. Precisamos melhorar para amanhã, mas a velocidade no vento fraco que era uma das nossas preocupações, melhorou bastante. Vamos em frente."   Dia 2 - Quartas de final - Sem regatas para o Brasil   Pouco vento na raia fez com que nenhuma regata fosse realizada para os grupos 2 e 3 no segundo dia das quartas de final da SSL Gold Cup. Com o atraso o Brasil terá amanhã (29) 2 regatas para compensar.   Dia 3 - Quartas de final - Regata 2 e 3   Dia extraordinário para o Brasil que, não apenas ganhou sua primeira regata na SSL Gold Cup, como repetiu a dose na 2ª regata do dia, que foi feita para tirar o atraso devido a falta de regatas no dia de ontem.   Time Brasil lidera o grupo nas quartas de final da SSL Gold Cup, ganhando 2 regatas consecutivas | Créditos: Gilles Morelle   As largadas do time melhoraram bastante, e sabemos como uma boa largada faz diferença na regata. Martine Grael, tática da tripulação, comenta em entrevista como é diferente tomar decisões estratégicas a partir de uma boa largada. “Tava muito favorecido hoje na esquerda, então liderando ali já fica muito mais fácil fazer a tática, porque era só proteger, já estando no lado certo da raia”. Largando com umaboa velocidade e livre dos adversários, os obstáculos para a realização do plano de regata são menores do que tendo a preocupação de ultrapassar outros times. Em um dia o Brasil parece ter se livrado de um grande peso nas costas para aregata final e o time chega para correr a disputa pelos pontos dobrados mais tranquilo. Agora como líder do grupo, somamos 10 pontos, enquanto a Austrália tem 8, Portugal encostado com 7 e Nova Zelândia conta com 5 pontos. Mesmo assim, não é hora de relaxar, pois com a pontuação dupla muita coisa pode acontecer.     Ao longo dos dias a equipe vem se entrosando e ganhando confiança, algo muito importante para um time que não teve a oportunidade de treinar junto antes do início do campeonato. Após a regata de hoje, as entrevistas com os atletas do Time Brasil falam muito da importância do trabalho dessa equipe que vem se fortalecendo dia após dia.   Fique ligado em nossos stories para acessar o link de transmissão das regatase ver novidades!   Dia 4 - Quartas de final - Regata 4 - Pontos dobrados   Com uma largada agressiva o Brasil assumiu rapidamente a liderança daúltima regata das quartas de final. Tivemos algumas trocas de posição confortáveis com a Nova Zelândia ao longo daregata, e na última perna estivemos a um palmo de cair fora da Gold Cup. Nos últimos cruzes do popa, Nova Zelândia liderava a regata com Brasil em 2º e Austrália muito perto em 3º. Precisávamos ganhar da Austrália para passarmos para a semi. Austrália deu o jibe para a esquerda enquanto o time Brasileiro seguiu na direita coma Nova Zelândia. Austrália aproximou no último jibe e tivemos que acompanhar uma vez que eles vieram de vela esquerda. Nova Zelândia se safou e ganhou a regata com 8 segundos de vantagem. Na aproximação final da chegada, por menos de 1 segundo, o Brasil passa a Austrália e carimba seu passaporte para as semi finais. Realmente uma chegada emocionante que vale a pena ser assistida pela transmissão que fica salva no YouTube!   Chegada da última regata das quartas de final do grupo 3, na SSL Gold Cup   Com certeza, decisões difíceis para Martine e Robert nessa última regata. A fase seguinte inicia na sequência e em breve saberemos as datas e horários da próxima chave do Brasil, bem como os adversários, na busca pelo ouro!   Time Brasil passa para a semi final, em 1º lugar no grupo! Semi Final   Após uma excelente campanha, Brasil se despede da SSL Gold Cup nas semi-finais.   No último sábado, dia 3 de dezembro, ocorreu a regata única que definiu quais tripulações iriam disputar a final da Gold Cup no dia seguinte. Diferente dos confrontos até então, a semi-final consistia em uma regata para cada um dos dois grupos compostos por quatro times. Os dois primeiros de cada grupo avançaram para a final.   Após uma excelente campanha, Brasil se despede da SSL Gold Cup nas semi-finais | Créditos: Martina Orsini   Em uma disputa contra Italia, Holanda e Grã Bretanha, Italia e Holanda levaram amelhor e passaram para as finais. No domingo o time da Hungria foi o grande campeão. Com pouco tempo de treino e grandes nomes da vela brasileira a bordo, o time Brasil saiu satisfeito com o seu desempenho e com a sinergia que desenvolveram a bordo. Em depoimento no sábado, Juninho Jesus comenta sobre o sentimento de teremcumprido o papel proposto nas primeiras fases eliminatórias e comenta sobre a semi-final: “Era um dia só, as equipes estão fortes, e era 1º ou 2º e infelizmente a gente não conseguiu (…) é detalhe, vai chegando no final e afunila mesmo.” Realmente, foi um grande desafio enfrentado por essa equipe que se destacou desde a fase teste da competição no ano passado. Deixamos o nosso parabéns a todo o TimeBrasil e aguardaremos ansiosamente a próxima edição dessa competição, confirmada para 2026! Bons ventos a todos que nos acompanharam. :)
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Romantizando a rotina: porque um pouco de romance não faz mal a ninguém
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Romantizando a rotina: porque um pouco de romance não faz mal a ninguém
Por Mariah Ana de Almeida Muller   Quando parei de ver o meu dia a dia como se fosse uma bomba relógio   Depois de procurar no Google por uma definição que eu gostasse, achei uma que resumiria o que romantizar a rotina significa para mim: focar nas coisas boas do presente, ao invés de idealizar o que não é acessível. Por mais controverso que esse tema possa parecer, eu concordo muito com a essência dele.   Para contextualizar um pouco, me chamo Mariah Ana, e atualmente tento conciliar uma rotina de trabalho e estudos para concurso, além das horas vagas na academia e os momentos com a minha família e amigos. Sempre gostei de estar com o meu dia cheio, com vários planos e compromissos, basicamente acordar e já engatar em alguma atividade estando em constante movimento. E foi em um dia desses qualquer,em meio ao caos de estar sempre correndo para conseguir dar conta das tarefas diárias, queeu comecei a perceber que estava fazendo tudo do avesso.     Costumava acordar com o alarme tocando e já adiava para mais 15 minutos de sono. Quando o alarme tocava de novo, num impulso, eu levantava da cama já na pressa, sabendo que precisava correr para dar tempo de fazer tudo. Fazia o café, abriao computador e começava a adiantar os estudos do dia, já com a roupa do treino para não perder tempo. Chegava na academia e aquela horinha passava tão rápido que quando eu via já tinha dado o tempo de ir tomar banho e correr para o trabalho. No final do dia eu chegava em casa com menos gás do que tinha começado, mas fazia mais um cafezinho e iniciava o terceiro. Assistia às aulas atrasadas, dava uma arrumada no quarto e tentava ter ummomento de lazer com os meus amigos para saber o que faríamos no final de semana, quando eu finalmente iria descansar.   Embora eu estivesse fazendo tudo que eu queria, percebi que aquela rotina já não se sustentava mais. O problema não estava nas atividades que eu tinha me proposto a fazer, mas sim na forma que eu realizava elas.   Acontece que, por muito tempo, eu não soube achar um equilíbrio entre todas as tarefas do meu dia, me enchia de compromissos e muitas vezes acabava fazendo tudo no automático, estando presente de corpo, mas com a cabeça presa no final de semana, sem conseguir aproveitar o agora por completo. Acredito que muitos podem se identificar, porque tentar conciliar estudos, trabalho, algum exercício físico, amigos e família nem sempre é fácil, e por vezes, não percebemos que é nos detalhes do dia a dia que está a alegria de viver.   Afinal, do que adianta ter tudo, o trabalho que gostamos, cursos e mais cursos, se não estamos aproveitando esses pequenos momentos?   Parei de encarar o meu dia como uma bomba relógio, como se tudo fosse desmoronar de uma hora pra outra. Percebi que está tudo bem se atrasar um pouquinho de manhã antes de sair de casa, porque assim posso passar um tempo a mais na cozinha tomando um café com meus pais. Que tirar 15 minutos no trabalho para pegar um lanche pode ser essencial para dar uma pausa, porque assim consigo ter mais tempo de qualidade com meus colegas e conhecer cada um deles. Notei que está tudo certo se naquela segunda-feira eu não conseguisse bater a meta de estudos porque dormi até um pouco mais tarde, por que sabe de uma coisa? Ainda tem a terça, depois a quarta, e por aí vai.     Em resumo, aos poucos percebo cada vez mais que o importante é tentar mudar a perspectiva através da qual enxergamos os compromissos do dia. É sobre manter o corpo em movimento, fazer as coisas que gostamos e tentar sim fazer tudo o que queremos, mas lembrando que o que importa é o agora, o presente, mantendo um equilíbrio entre tudo.   Hoje em dia eu continuo com essa mesma rotina, mas agora tentando enxergar ela de uma maneira mais leve. Tentando achar graça nas coisas banais do dia, que, às vezes pode não ser tão fácil, mas com certeza é melhor do que deixar passar batido,vivendo no modo automático. Pois, no final das contas é isso o que realmente importa, são nesses pequenos momentos que encontramos a essência da vida, então melhor focar neles.             Mariah Ana de Almeida Muller   Formada em Direito, trabalha na URCA-Saúde como Assessora Jurídica, um projeto de apoio especializado na área da saúde. Além do trabalho, estuda para concurso e, por conta disso, procura achar um equilíbrio em sua rotina de estudos, trabalho e treino. Ama viajar e experimentar coisas novas, trilhas e saídas com os amigos são o seu refúgio. Já passou por diversos estágios no Direito e acredita que hoje seja o resultado de todas essas experiências.
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O que podemos aprender com as Zonas Azuis
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O que podemos aprender com as Zonas Azuis
Por Gabriela de Almeida Muller   Lições para uma vida longa e saudável   Você já ouviu falar nas "Zonas Azuis"? São áreas do mundo onde as pessoas têm uma taxa excepcionalmente alta delongevidade e uma incidência mais baixa de doenças crônicas. Nelas, é comum encontrar pessoas que vivem até os 90, 100 anos ou até mesmo mais. A alimentação, o estilo de vida ativo, o forte contato social e outros fatores podem contribuir para a longevidade nessas áreas.   Okay, mas o que essas regiões tem de tão especial e como suas lições podem serrelevantes para a Allcatrazes? Calma, iremos responder tudo isso aqui.   O nome "Zonas Azuis" foi popularizado por Dan Buettner e a National Geographic, que estudaram essas regiões e identificaram os fatores que contribuem para a longevidade e o bem-estar das pessoas que vivem nesses locais.   Essas zonas estão localizadas na: Zonas Azuis | Imagem via Activ Caldic   Icária, Grécia Começando pela bela ilha de Icária, na Grécia, onde o tempo parece ter um ritmo mais sereno. A dieta mediterrânea, os passeios sob o sol, e a conexão comunitária são a fórmula mágica para a longevidade lá. Também é comum o consumo de chás de ervas, que são valorizados por suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, contribuindo para a saúde geral dos habitantes.   Ogliastra, Sardenha, Itália Em Ogliastra, na ensolarada Sardenha, a tradição sarda se une à alegria de viver em família. Lá, eles sabem que o segredo para viver bem está em compartilhar risadas e massas à mesa. Sem falar de um estilo de vida ativo muito presente, pois a a grande maioria faz tudo a pé, e devido a inclinações nas ruas acaba se tornando uma atividade físicasimplesmente ir no mercado ou visitar seu vizinho.   Península de Nicoya, Costa Rica Na Península de Nicoya, na Costa Rica, a natureza exuberante e uma dieta rica em plantas proporcionam vida longa e vigorosa. A água mineral, a dança sob as estrelas e os abraços calorosos fazem parte do estilo de vida.   Loma Linda, Califórnia, EUA Do outro lado do oceano, em Loma Linda, Califórnia, a comunidade adventista do sétimo dia segue uma dieta vegetariana e cultiva a paz interior. Eles acreditam que a vida é um presente, e cuidam muito dele. Sem falar que a ênfase na comunhão e no descanso aos sábados é uma parte vital de sua prática espiritual e contribui para uma vida mais equilibrada.   Okinawa, Japão A dieta baseada em vegetais, peixes e alimentos ricos em antioxidantes, juntamente com um estilo de vida mais ativo como por exemplo, a jardinagem e a agricultura acabam sendo atividades tão comuns que as pessoas mal percebem que estão se exercitando, ter um apoio social e uma mentalidade positiva são fundamentais para a longevidade em Okinawa. Lá, a idade é apenas um número, e a mente é eternamente jovem. Importante ressaltar também que as pessoas têm uma prática chamada 'ikigai', que se traduz como 'a razão para acordar de manhã, um propósito significativo na vida, termo usado frequentemente aqui na Allca.   O que todas essas zonas tem em comum que se tornam fatores-chave para a longevidade: Dieta Saudável: em todas as Zonas Azuis, as refeições são como um ritual, as dietas ricas em alimentos vegetais, como frutas, vegetais, legumes e grãos integrais, com consumo moderado de proteína animal, essa dieta é repleta de nutrientes e antioxidantes que combatem doenças. Atividade Física Regular: As pessoas incorporam o movimento em suas rotinas diárias, seja através do trabalho físico, caminhada ou outros tipos de atividade. A atividade física é essencial para a saúde cardiovascular e a manutenção do peso. Seja um passeio à beira-mar, trabalho no campo ou simplesmente dançar na chuva, o segredo está em manter o corpo em movimento. Fortes Conexões Sociais: Abraçar, sorrir e compartilhar histórias são parte da rotina diária nestas zonas. Relações interpessoais e apoio social são fundamentais para a longevidade. Nas Zonas Azuis, as pessoas mantêm laços familiares e comunitários fortes, o que contribui para a saúde emocional e mental.   Redução do Estresse (Respire Fundo): As pessoas nas Zonas Azuis frequentemente têm estratégias para gerenciar o estresse, como a prática de meditação, momentos de relaxamento ou rituais que promovem o bem-estar. O estresse crônico está associado a várias doenças, e seu controle é crucial. Natureza e Bem-Estar (Ambiente Saudável): As Zonas Azuis costumam ter ambientes que favorecem um estilo de vida saudável, com acesso a água limpa, ar puro e espaços verdes. Um ambiente saudável é essencial para a saúde física e mental. Razão para Viver (Propósito de Vida): Muitas pessoas nas Zonas Azuis têm um forte senso de propósito e engajamento em suas comunidades. Isso contribui para uma vida mais longa e satisfatória. Ter um propósito pode fornecer motivação e bem-estar ao longo da vida.     Lições para todos nós Aqui está a melhor parte: você não precisa morar em uma Zona Azul para aplicar essas lições em sua vida.   Embora não possamos viver em uma Zona Azul, podemos aplicar muitas das liçõesaprendidas nesses lugares em nossas próprias vidas. A alimentação saudável, a prática de exercícios, a construção de relacionamentos sólidos, o cuidado com o estresse, a busca de um propósito significativo e a criação de um ambiente propício à saúde são passosque todos nós podemos seguir. Por isso, achamos este tema tão relevante pra Allcatrazes, pois estamos num constante crescimento em conjunto com a nossa comunidade para impulsionar cada vez mais uma vida equilibrada e com propósito. Assim como aqueles que vivem nessas regiões, apreciamos a simplicidade da vida e acreditamos na busca por uma vidaplena, equilibrada e repleta de aventuras. Afinal, a verdadeira riqueza da vida está em viver em sintonia com a natureza e em aprender com aqueles que encontraram a chave para uma vida longa e saudável. Se você se interessou por este assunto recomendamos assistir o documentário"Como Viver até os 100: Os Segredos das Zonas Azuis"da Netflix para você seinformar mais sobre.    
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Pausando o mundo na Vila Olinda: uma fuga da rotina
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Pausando o mundo na Vila Olinda: uma fuga da rotina
Por Gabriela de Almeida Muller    Desconexão digital e reconexão com a natureza e consigo mesmo   Às vezes, precisamos pausar o mundo que nos cerca para encontrar a paz interior e revitalizar nossas almas. Em uma sociedade constantemente conectada, onde a agitação da vida cotidiana pode ser avassaladora, a busca por tranquilidade torna-se uma prioridade. Nossa experiência na Vila Olinda foi um resumo disso.   Casa Turmalina | Vila Olinda - uma fuga da rotina   Como vocês sabem, somos apaixonados por viagens e temos um espírito aventureiro bem aflorado. Portanto, em busca de desconectar do frenesi da cidade e reconectar com a natureza, resolvemos unir o útil ao agradável e realizamos o editorial dos nossos novos produtos lá. Localizada em Nova Petrópolis, a Vila conta com cinco cabanas que representam o verdadeiro significado de Tiny Houses, casas pequenas que possuem tudo o que você pode precisar.   Assim que chegamos, fomos envolvidos pela beleza natural que cercava as cabanas. O verde das árvores, o cheirinho da natureza e a cantoria dos passarinhos trouxeram uma sensação profunda de paz. A tranquilidade das Tiny Houses proporcionou momentos de serenidade que eram verdadeiramente revitalizantes.   Era um convite para viver plenamente, saboreando cada momento e absorvendo a simplicidade da vida.   5 Tiny Houses com detalhes pensados para viver uma experiência única | Vila Olinda   Fomos muito bem recepcionados por Thomas e Débora Nikoloff, proprietários do local, que fizeram a gente se sentir em casa. Cada detalhe é pensado por eles para fazer com que você realmente viva uma experiência única de conexão com a natureza.   As cabanas são planejadas e equipadas para todas as necessidades, desde utensílios de cozinha até shampoo e condicionador, garantindo que nossos dias lá fossem livres de preocupações. A vila nos ofereceu uma experiência acolhedora e aconchegante, ondeo essencial é valorizado, e a praticidade é aliada ao conforto.   Cozinha equipada, lareira e ar condicionado, churrasqueira para confraternizações, tudo pensado para proporcionar momentos especiais. Sem falar que o local conta com um "Recanto da Honestidade", espaço aberto 24 horas com alguns itens essenciais para os hóspedes, caso precisem de algo; basta pegar e pagar depois, tudo buscando tornar a experiência ainda melhor.   Praticidade aliada ao conforto em todos os espaços da Vila Olinda   A experiência na Vila Olinda nos lembrou que é fundamental diminuiro ritmo do cotidiano e reconectar-se com a natureza para renovar a mente e rejuvenescer o espírito. Pequenas pausas podem fazer uma grande diferença em nosso bem-estar, e essas cabanas são um convite para esses momentos de paz. Descobrimos um lugar que vai além da descrição de um refúgio, é um convite para desacelerar, para se reconectar consigo mesmo, é um lembrete de que as coisas mais simples da vida muitas vezes são as mais preciosas.     Conheça mais sobre a Vila Olinda
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Um pouco de Newton, um pouco de Jazz: um convite ao movimento
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Um pouco de Newton, um pouco de Jazz: um convite ao movimento
Por Gabu Dutra   Movimento. Lembro que era o único assunto que me interessava naquelas aulas de física no ensino médio. Como sempre gostei só de assuntos relacionados à literatura, artes, geografia e história, assistir às aulas em que nos ensinavam sobre mamíferos, tabela periódica, números e fórmulas não tinha nenhum efeito sobre mim - além de me deixar com sono.   Não me lembro qual foi o dia e nem o ano, mas lembro do momento em que o professor Serginho começou aquela parte do conteúdo sobre movimento. Fiquei envolvida. E incomodada. Envolvida, porque saber que existe uma tendência em qualquer objeto a se manter no mesmo estado, seja ele repouso ou movimento, me fazia refletir sobre essa tal inércia - e não me dava sono; incomodada, porque não entendia porque é que as pessoas têm a necessidade de colocar regras em tudo. “Por que Newton resolveu transformar esse assunto super interessante em fórmulas e leis? Eu odeio física!”.     No fim do terceiro ano, um amigo me indicou um livro, sem a menor ideia de que mudaria a minha vida. “On the road é um clássico da geração beat”, ele disse. Eu não sabia o que era geração beat. Ainda assim, o li - mas parecia que ouvia. Aquelas palavras inspiradas pelo ritmo do jazz, que se difundia no momento em que o livro foi escrito nos Estados Unidos, tocavam sem parar na minha cabeça enquanto lia. A intensidade.   Jack Kerouac, o autor de On the road, viajou por quatro anos pedindo carona e, após a viagem, durante três semanas, escreveu um livro contando a sua odisseia. Nas páginas, não havia nenhuma preocupação com vírgulas e pontos. Ele escreveu com a intenção de que a suas palavras soassem como ritmo do jazz. Doo-bop-a-doo! Naquelas páginas, descobri que era possível não pertencer a lugar nenhum. Bop-bop-bop! Decidi que,algum dia, eu iria viver em movimento, como ele viveu. Bebop!     Talvez tenha sido Kerouac quem me fez entender porque as leis de Newton me incomodavam. Viver em movimento deveria ser algo simples de ser feito. Deveria sercomo ouvir jazz, como viajar sem planos, ou como escrever.   Afinal, movimento é uma ferramenta para a felicidade,certo? E é por isso que, hoje, viajo. Que me movimento. Eque vivo de mochila. Como Kerouac viveu.   Mais de dez anos depois de ter me incomodado com Newton nas aulas do ensino médio, e depois de ter transformado a minha vida em uma sequência de desafios à lei da física, percebo que sempre houve uma relação entre geografia, história, física, filosofia e sentimentos. E, em alguma alusão as aulas de filosofia, ouso alterar a máxima de Decartes e dizer: me movimento, logo, existo. Bebop!   Como ambos gostamos de movimento, a Allcatrazes e eu nos unimos paracocriarmos um projeto juntos. Fique de olho: em breve, contaremos mais sobre :)     Quer ficar por dentro do que vem por aí? CLIQUE AQUI  
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A jornada para além da independência: a importância das conexões
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A jornada para além da independência: a importância das conexões
Por Gabriela de Almeida Muller    Descobrindo que a verdadeira riqueza das experiências está nas pessoas com quem compartilhamos.   Desde cedo, nutri o desejo de ser uma cidadã do mundo. A ideia de estar constantemente aprendendo sobre diferentes culturas e explorando lugares novossempre me atraiu. Por conta disso, sempre tive o sonho de ter uma experiência vivendo fora do Brasil, de enfrentar o desconhecido sozinha e provar minha própria capacidade saindo da minha zona de conforto. Foi quando, aos 19 anos, realizei um dos meus maiores sonhos e fui morar no exterior sozinha através de uma bolsa de estudos integral, para realmente me virar sem precisar de ninguém.     No entanto, o que parecia uma jornada rumo à total autonomia acabou se tornando uma lição de vida sobre a importância das conexões humanas. Enquanto me esforçava para provar minha independência, percebi que a essência das conquistas não está no feito em si, mas sim nas pessoas que optamos por compartilhar esses momentos.   Tive que estar longe para aprender que não é sobre aconquista ou o local que você está, muito menos terchegado lá sem nenhuma ajuda, mas sim, sobre com quemvocê esta compartilhando aquele momento.   Ser independente não é sinônimo de recusar ajuda, mas sim de saber quando aceitá-la. Não se trata apenas de sobreviver sozinho, mas de ter aqueles ao nosso lado para tornar a caminhada mais leve. Sempre tive tanta vontade de sair que, quando fui embora, compreendi o valor das pequenas coisas que deixei para trás. Um "bom dia" de manhã, alguém te esperando voltar para casa, alguém para contar os detalhes do dia - essas sutilezas cotidianas ganharam uma nova importância na minha vida.     Não pretendo minimizar a importância da independência e da capacidade deresolver problemas por conta própria. É vital saber que sua felicidade não depende exclusivamente dos outros. Contudo, ao longo da jornada, percebi que a vida é mais do quenossa busca por autonomia. É sobre saber compartilhar essa autonomia com aqueles que amamos, tornando os momentos mais vibrantes e as memórias mais vívidas.   Minha experiência no exterior me ensinou que cada pessoa em minha vida é um fio essencial na trama da minha história. Hoje, compreendo que posso alcançar meus objetivos individualmente, mas opto diariamente por compartilhar essas conquistas com quem eu amo. Encontrei um equilíbrio entre minha busca por independência e minha valorização das conexões humanas.   Em suma, minha jornada rumo à independência me mostrou que a verdadeira riqueza das experiências reside nas pessoas com quem as vivemos. Não se trata apenas de seguir em frente, mas de partilhar, de abraçar a jornada com aqueles que tornam cada passo valioso. Afinal, a vida é mais plena quando é compartilhada, e são essas conexões que transformam momentos em memórias duradouras.  
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Solitária, mas acompanhada
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Solitária, mas acompanhada
Por Catarina Weck Glashester   A coragem começa em partir; o grande desafio é se conhecer   Oi, eu sou a Bis. Andei um tempo sumida daqui, então prazer aos que ainda não me conhecem e um olá caloroso aos que já me leram por aqui. Vim contar mais uma história,mas dessa vez a história não é minha. Serei uma mera narradora acompanhando a jornada de uma personagem que eu já tive o prazer de introduzir por aqui. De novo vim falar com vocês sobre a Marina. Lembram dela?   Regata Mini Fastnet - 600 milhas (1.111 km) entre França, Inglaterra e Irlanda   Velejadora já há uns bons anos e aventureira de carteirinha, Marina Bidoia embarcou em junho para a Europa para correr uma regata de 3 dias na classe Mini, um pequeno barco de 6.5 metros, mas acabou estendendo sua estadia por 3 meses, o máximo de tempo que conseguiu ficar por lá com o visto de turista. Com certeza é uma experiência única a gente se encontrar tão longe de casa. Marina sai dessa regata com parcerias fechadas para outras travessias e assim as 600 milhas náuticas que ela havia se preparado para percorrer nessa viagem se tornaram 1700 milhas, o equivalente a 3149 km, de muita experiência e de encontros com pessoas novas que eram apaixonadas pelo mesmo que ela.   Velejando com a sua dupla Jonas Gomes | Confira como foi essa aventura clicando aqui   Na verdade, foi assim que a Allcatrazes conheceu a Marina. Há 2 anos atrás, corríamos a Semana de Vela de Ilhabela, uma das mais tradicionais competições da vela nacional. Estávamos no mesmo barco para correr a regata Alcatrazes por Boreste, que contorna o arquipélago de Alcatrazes e a qual, anos antes, havia inspirado a criação do nome da marca. Hoje, venho comunicar a vocês que estaremos junto com a Marina em mais uma aventura.   A regata na Europa foi dura. Ao invés de 3 dias a bordo, devido às condições climáticas, foram 7 dias de pouco vento, boiando na água com dias e noites de temperaturas baixas. Em uma competição de vela de oceano, o velejador precisa percorrer um percurso pré-determinado aceitando e sabendo se adaptar às condições climáticas mais adversas que possam cruzar o seu caminho. Ao chegar em terra, a sensação que tomouconta da Marina era de motivação. Depois de enfrentar essa situação, ter se tornado mais experiente, conhecido melhor o barco, os limites do seu corpo e mente, ela se sentiu pronta para um próximo desafio. Aproveitou suas novas conexões, acumulou milhas navegadas e voltou para o Brasil já se preparando para o próximo destino.   Por que acompanharemos a Marina? Arquiteta recém formada, apesar de ser essa desbravadora incurável, a Ma tem uma vida normal por trás de tudo isso. Trabalha remoto, se dedica a diferentes propósitos e leva uma rotina atarefada e difícil de balancear. É gente como a gente, e assim como nós, possui um ímpeto de se desafiar, de chegar o mais longe que puder, de ter aquele momento indescritível de se sentir capaz de fazer qualquer coisa. Marina é uma de nós, sempre em movimento, colecionando memórias e, principalmente, nos inspirando a sair, aos poucos, da nossa zona de conforto.   Atualização 1 - 14/09/23   Preparação para a primeira perna e reflexões sobre a jornada até aqui   Ma chegou em Salvador dia 10, vindo de São Paulo de avião, e nos últimos 4 dias deu algumas entrevistas na rádio e palestras, porém, o mais importante de tudo, é que ela conheceu o barco em que iria navegar. O barco foi cedido para o projeto, rebatizado temporariamente como "Minina", e já zarpou para Recife, em seu grande desafio, a primeira navegação solo.   Distrito Naval de Salvador; Barco "Minina" e imagem de satélite da navegação da Marina (esq. para dir.) Clique aqui para acompanhar a Marina em tempo real   Não pense que uma aventura dessas é para quem tem todas as certezas e respostas do mundo. Ma compartilhou com a gente durante a palestra no Museu do Mar algumas de suas reflexões - perguntas ainda sem resposta - que ela busca entender melhor durante essa travessia. "No meio do caminho tinha uma pedra". De acordo com Marina, as pedras no seu caminho são o que a fazem querer ir mais longe. Contornar pedras, ilhas, boias, marcas e somar milhas navegadas é o que realmente a encanta, e Fernando de Noronha é uma bela pedra nesse caminho. Depois de ultrapassar um limite, ao expandir a sua zona de conforto, é difícil voltar atrás algumas casas e fazer o que já se fazia antes, com a mesma naturalidade.   Marina a bordo de "Minina", onde vai fazer sua travessia em solitário   Marina obteve sua licença de capitã amadora há alguns anos, tornando-se, inclusive, a capitã mais jovem do país. Mas percebeu que o simples papel que a autoriza a comandaruma embarcação está a anos-luz de distância da experiência de realmente ser uma comandante. Então, ela começou esta jornada com o intuito de comandar, pela primeira vez, a sua própria tripulação que, por enquanto, consistirá apenas nela mesma,sendo responsável tanto pela tomada de decisões, quanto pelos possíveis bônus e ônus causados pelas escolhas.   De forma irônica, Marina lembra que não gostou de estar sozinha em um pequeno barco quando começou a velejar na classe Optimist, ainda criança. "É impressionante como a vida nos surpreende ao nos levar por caminhos inesperados, Mas eu não podia recusar", explica. Ela abraçou as oportunidades que surgiram em seu caminho e realizou feitos incríveis até agora, chegando ao seu próximo desafio: competir na Refeno emsolitário.   Estaremos acompanhando de perto a jornada de Marina, mas não apenas a dela, porque a Allcatrazes tem a honra de anunciar que é a patrocinadora oficial da Refeno 2023. Isso mesmo, agora fazemos parte dessa emocionante história, estaremos navegando juntos de todos os participantes dessa regata, e mal podemos esperar pela chegada do pessoal em Recife, para que seja dado o start em mais uma memorável edição desse evento.   Allcatrazes é patrocinadora oficial da REFENO 2023 | Imagem via Refeno   Confira um trecho das informações enviada pela Marina pra gente via satélite:   Ontem 14/09 às 13:30 - Minina saiu rumo a Recife!   Dia intenso de arrumação do barco Abastecimento de alimentos Farmácia abastecida Testes de eletrônicos e GPS   Check list de viagem para 4 a 5 dias de navegação intensa em alto mar sem parar até Recife   Dormir de 20 em 20 min Cozinhar Sem banhos   Ah ela avisou que os bordos pra fora estão sendo bons para aproveitar e descansar. Disse tbm que ela e o barco estão se entendendo bem!   Agora o desafio iniciou!! Vamos acompanhar! Boa noite e amanhã mando mais notícias   Atualização 2 - 15/09/23   Novas mensagens via satélite:   Oi, perto de terra com um pouco de sinal! Tudo ótimo a bordo, mantendo o barco com velocidade e fazendo o possível no ângulo! Mas o vento já está rondando, si tô que esse bordo vai render! Abraços a todos!   22h de navegação, acabei de completar as primeiras 100 milhas em solitário     Atualização 3 - 18/09/23   Aviso de chegada: Marina aportou em Recife!   425 milhas e 85 horas depois de partir, Minina chega a Recife tendo completado asua primeira travessia em solitário. Às 2h da madrugada de hoje, segunda feira dia 18, Ma chegou em terra firme.   Ma conta que a maior dificuldade desse trajeto foi aprender a controlar o uso das baterias para poder contar com o recurso do piloto automático, muito importante na navegação em solitário. Felizmente, esse foi o único problema técnico enfrentado ao longo do percurso, mas Marina teve que lidar com algumas outras situações desafiadoras, como foi o caso do encontro com os ventos pirajás, nuvens baixas que trazem ventos acelerados e chuvas, precisando prezar pela segurança, dela e do barco, e navegar de maneira mais conservadora.   Tudo isso é recompensado ao estar velejando a 7.3 nós - uma boa média - e se deparar com um cardume de peixes voadores a acompanhando, animais pequenose rápidos, como era o caso de Minina naquele bordo, pequena e rápida :)   Os próximos passos consistem em organizar o barco, limpar tudo, entender melhor ofuncionamento das baterias para já estar preparada para a Refeno, que larga este sábadodia 23. Estaremos junto contigo, Marina!   Atualização 4 - 20/09   Um relato da primeira perna da viagem. Travessia de Salvador a Recife.   O vento foi favorável durante praticamente todas as 425 milhas navegadas, e o mar esteve com ondulações entre 1,5 e 2m. Essas foram as condições das 85 horas a bordo de sua primeira travessia como comandante de uma embarcação. Foi o momento de se dar conta de que ela realmente era responsável por tudo. É bom saber velejar, botar o barco para andar, fazer a trimagem fina da embarcação, mas também é necessário entender de baterias, motores, placas solares entre outros mil conhecimentos que serão colocados à prova a bordo.     Ma teve um problema de gerenciamento de baterias. As placas não estavam carregando suficientemente as baterias da embarcação, complicando o uso do piloto automático. Foi necessário fazer o racionamento dessa energia, timonear o barco mais do que o esperado e desligar os equipamentos durante o dia, chegando à terra com 10.9 de bateria, um nível super baixo. Tudo correu bem e a embarcação não chegou a dar blackout, mas isso significou dormir de 5 em 5 minutos ao invés de 20 em20, conforme era previsto.   Além do problema com as baterias, chegando a 100 milhas navegadas, Marina teve de enfrentar uma sequência de pirajás. Pirajás, em resumo, são pancadas de chuva que geram rajadas de vento, conhecidos por bagunçar as condições de vento atuais. Por mais que você saiba que será curto, é sempre um momento de tensão a bordo. Acaba que o barco fica à mercê do vento, que estava levando Marina para Leste, quando ela precisava seguir rumo a Nordeste. O primeiro contato foi um pouco chocante, mas Ma foi rapidamente pegando casca e aprendendo a lidar com os próximos pirajás, que pelo que ela conta, não foram poucos e chegaram a atingir rajadas de 25 nós.   Perguntei à Marina como ela se sentiu a bordo, se conseguiu se sentir competente.Para mim a melhor resposta dela foi:   "Não tinha nada a bordo que eu não soubesse fazer, ou que eu não fosse capaz de inventar uma solução que resolvesse o dito problema".   O nervosismo da responsabilidade da tomada de decisões foi substituído pela tranquilidade de poder confiar em si mesma. Ao avistar baleias brincando longe da costa, Marina se dá conta de que está deixando a terra para trás. Após passar por alguns pirajás, percebe o quanto se sente competente. É surpreendente o que podemos realizar quando somos colocados à prova e nos questionamos "calma, em que momento eu aprendi a fazer isso?". A resposta que iremos nos deparar provavelmente consistirá em: aqui e agora. Eu acabei de precisar me virar, e me virei. Poucas sensações se igualam a de se sentir capaz.     Pode parecer bobagem para alguns, mas eu sinto que enquanto mulheres nos questionamos de maneira mais firme sobre nossas habilidades. Entendo o sentimento da Marina de que não nos visualizamos sendo capazes de realizar coisas extraordinárias antes de, de fato, concretizá-las. O que mais me marcou no meu papo com aMa foi o seguinte relato:   "Na hora em que cheguei e baixei a vela dentro do porto de Recife, eu olhei pra trás e pensei 'Caramba, olha o que eu fiz'. Acho que ainda não caiu a ficha do que eu acabei de fazer, mas é muito louco pensar que só tinha eu nesse barco, sabe? E que chegou. E que não quebrou nada. E que eu não me machuquei. Sabe? Eu sabia que seria uma experiência transformadora, mas não achei que seria tanto".   Me lembrei das minhas experiências transformadoras que me fizeram acreditar que euposso chegar mais longe do que me disseram que eu poderia. Obrigada por isso, Ma.   Atualização 5 - 25/09   Regata Internacional Recife - Fernando de Noronha: REFENO Informações recebidas por mensagens da Marina via InReach! Acompanhe o Minina com a gente 😄   Sábado - 18:00 Marina esteve no leme para ganhar barlavento, conseguiu comer e beber líquidos. Vai começar os turnos de descanso a partir de agora. Pegou 2 pirajás, os enfrentou bem, mas resolveu colocar a 1ª forra de rizo. Pra ter tranquilidade a noite. A velocidade média se mantém. Ela tá animada e tranquila, pela previsão está tudo normal.   A partir de 12h de regata os mais rápidos se destacam do grupo. E após 24h o pelotão se divide em 3 a 4 grupos de acordo com a velocidade média. O vento deu uma diminuída e os grandes e pesados baixaram a velocidade para 3.8 a 4.2 nós   Domingo - 1:15 Boa madrugada Marina segue bem com velocidade oscilando de 4.8 a 5.7 nós Está ganhando barlavento O vento está na casa de 17 nós Ela vai descansar as próximas 2h em intervalos de 15 minutos. Muitos barcos próximos. Tudo bem a bordo. Amanhã de manhã mando mais notícias.   Domingo - 9:40 Bom dia Tudo bem a bordo Ela dormiu um pouco a noite, e quando tinha pirajás ela ia para o leme. A velocidade do barco está boa. Já percorreu um pouco mais de 1/3 do trajeto   Domingo - 00:30 A última mensagem foi: "Saí agora e a noite está um presente, mar tranquilo, vento a favor, lua e estrelas, quase sem nuvens!" Boa madrugada Informes da Marina Ela está orçando um pouco para ganhar barlavento, a velocidade média aumentou. Avisou que o ETA* está melhorando. Já passou mais 4 barcos entre 18h e 24h. Está descansando em pequenos intervalos. Esse vento de SE 16 a 23 nós vai permanecer até umas 10h. O mar baixou. O humor está bom, embora as noites sejam mais cansativas. Mais notícias amanhã às 7h   *ETA - Estimated time of arrival (horário previsto de chegada)   Segunda - 8:00 Bom dia A última noite já passou. Está tudo bem a bordo Ela está cuidando do rumo do rumo devido a correnteza de E (leste) de 1,8 nós O mar melhorou muito Os alísios cumprindo seu dever de soprar constante. ETA pro início da noite Às 13h terei mais notícias!   Segunda - 12:00 Faltam menos de 30 milhas pra Sapata. Vento de alheta e com todos os panos içados. Velocidade entre 5.4 e 6 nós ETA fim da tarde.   Segunda - 14:50 Faltam 18 milhas pra Sapata ETA entre 17:00 e 18:00 hora de Brasília     Segunda - 17:46   Buzina cantou para Minina em Fernando de Noronha! Marina ultrapassou a linhade chegada da RENEFO às 17:46:00 de hoje (25/09), ficando em 3º lugar na categoria aberta. Parabéns por mais esse desafio vencido! É uma honra fazer parte dessa história.   Marina completou a REFENO, a bordo de MININA, às 17:46 do dia 25/09/23   Atualização 6 - 26/09   O cenário é indescritível. Mar de cor impressionante, golfinhos pelo caminho, aves marinhas, peixes voadores, uma velejada realmente incrível. A aproximação de Fernandode Noronha é uma sensação única. Na saída do píer para o início da regata, indo fazer ocheck in do barco, Ma conta que as pessoas gritavam do início ao final do canal do Marco Zero em Recife, demonstrando total apoio a essa jovem aventureira iniciando a sua jornada em solitário.   Marina fazendo os últimos ajustes; e Minina na largada da REFENO 2023, no Marco Zero, em Recife.   Durante toda a regata, o vento se manteve constante acima de 10 nós, com rajadas de até 17, chegando à marca de 25 nos pirajás. Marina, já mais safa do que antes, agora lidou ainda melhor com os pirajás e conseguiu seguir no rumo desejado. Mas o perrengue máximo da viagem foi que, ao sair do píer, o barco sofreu uma batidinha na laterale, de primeira, Marina não viu. Passadas 16 horas da regata, ela começa a perceber que o barco está com água no convés. Procurou por tudo até achar um pequeno trincadinho responsável por um grande estrago. Realocou todos os pesos do barco para o bordo oposto, de maneira que trincado ficasse acima da linha d'água, e fez um remendo com silver tape, o recurso que tinha disponível no momento. A partir desse momento, foi necessário tocar o barco com maior tranquilidade, sem adernar tanto, perdendo velocidade, mas deixando a batida ficar fora da linha d'água, o máximo possível.       50 horas de regata adentro, Marina se aproxima da chegada e avista outro veleiro na frente dela. Como ela havia feito o trajeto bem mais lento do que o esperado, ela imaginou que eles fossem os últimos dois barcos a chegar na regata.   "Comecei a trimar a vela como se estivesse correndo um barla sota de Snipe, eu ia passar aquele barco e, pelo menos, chegar em penúltimo lugar. Peguei rajada, fui pra cá, voltei pra lá e na hora que eu estava ultrapassando o barco, a tripulação solta tudo e começa a aplaudir. Aí tomei consciência de que o que eu estava fazendo era muito mais do que uma regata".   E mal sabia ela que tinha sim mais gente para chegar na sequência.     Chegamos em Fernando de Noronha! Foram 52h, com velocidade média de 5,5 a 6 nós, entre 10 e 11 km/h. "Fui uma comandante muito gentil comigo". Sendo comandante solo, Ma conseguiu aprender a ser paciente em momentos de tensão e stress. De nada adianta o desespero, gritaria, e surto se o que precisamos é manter a calma e resolver o problema. Assim, conhecendo cada vez mais a si mesma, entrando em sintonia com o seu entorno, entendendo a lidar com imprevistos e, o mais importante de tudo, aproveitando o caminho que percorremos e apreciando cada milha superada, Marina e Minina finalizam sua participação na 34ª Refeno. Agora é hora de voltar para casa.   Atualização 7 - Final de viagem: a volta pra casa   Depois de mais de um mês no mar, Marina estava pronta para voltar. Faltavam 700 milhas a serem navegadas e mais um avião de Salvador a São Paulo. Dessa vez ela não estaria sozinha, pois pode contar com a companhia de seu pai. Porém, eles não imaginavam que a última perna da velejada teria mais etapas do que o programado. A ideia inicial era sair de Noronha direto para Salvador, fazendo de uma vez as 700 milhas entre as duas cidades, mas esse plano logo precisou ser modificado. A condição que deveria ser de um través folgado, virou uma orça folgada que, no vento aparente, já se tratava de uma orçaapertadíssima. Assim, foram 62 horas para fazer as 300 milhas entre Noronha e Recife, o que os fez decidir por fazer uma parada. Cansados, mas sem nenhuma avariano barco, ficaram um dia, literalmente, recarregando as baterias e organizando o barco.     Marina se emociona ao contar sobre a presença do pai a bordo, oficialmente seu primeiro tripulante, despendeu todo o esforço necessário para auxiliar a sua comandante. Com certeza são poucas as pessoas a poderem afirmar que o primeiro tripulante de sua embarcação foi o próprio pai, mas ter mais alguém a bordo não deixa de ser uma responsabilidade extra. Sozinha, Ma já entendeu como ela mesma funcionava. Entendeu como reagia a cada situação e sabia que conseguiria se virar nas mais diversas situações, mas com uma tripulação, ela agora era responsável pela segurança de uma outra pessoa, e isso foi mais um marco na sua evolução.   Dali de Recife rumo a Salvador, mais 400 milhas de través os esperavam, e a previsão era de vento fraco. Para manter o rumo desejado da embarcação, velejaram praticamente de popa raso e, à noite, o vento foi aumentando. Enquanto isso, o piloto automático começou a não funcionar muito bem e o barco teve que ser timoneado. Durante uma das trocas de turno, Marina enxergou um cabo pendurado pelo barco que, de início parecia com o cabo de energia das placas solares, mas logo ela se deu conta de que se tratava do estai de força do brandal de bombordo, um reforço estrutural do mastro. Nesse momento, nossa comandante estava diante de um problema sério. O mar estava grande, picado, com o barco atravessando. Do jeito que estavam, com um estai de força a menos, não seria possível seguir viagem até Salvador. Providenciaram um remendo e trataram de seguir rumo a Aracaju, o porto mais próximo no rumo em que estavam.     Marina havia ouvido relatos e conselhos de que não seguisse, sob nenhuma hipótese, para Aracajú, que seria mais prudente dar um jeito de chegar a Salvador. Dessavez não teria como. Com o mastro do jeito que estava, o negócio era parar o quanto antes fosse possível. Com um excelente auxílio do pessoal do Iate Clube de Aracaju, Marina aprendeu a entrar na barra do rio e assim fez uma chegada tranquila. Com o novo estaiamento no lugar, e um novo tripulante que veio junto com o material, o marinheiro do barco se juntou a Marina e seu pai nas últimas 160 milhas. Marina frisa o fato de que Aracaju é sim uma opção de parada caso necessário. Apesar dos acidentes já registrados e de se tratar sim de uma chegada complicada, é importante que ela seja vista como uma parada viável, pelo menos em situações de emergência como essa.   O início da última perna foi confortável, pelo menos por umas 12h das apenas 24h queos separavam de Salvador. Ao estarem, finalmente e pela última vez na viagem, avistando terra, o vento morreu. Boiando com 2 nós de vento, os três se renderam ao motor para finalizar logo a viagem.   Depois de jurar pela milionésima vez que não pisaria mais em um barco, Marina pisaem terra e se pergunta: "Qual a próxima velejada?"     Foi um prazer contar a história da Marina aqui na Allcatrazes. Fiquem ligados, quecom certeza teremos mais conteúdo como esses por aqui. Até a próxima! - Bis
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Equilíbrio, em sua tradução literal: posição estável de um corpo, sem oscilações ou desvios.
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Equilíbrio, em sua tradução literal: posição estável de um corpo, sem oscilações ou desvios.
Por Isabella Demari   Estamos constantemente em busca de um equilíbrio utópico: a poeira baixa, a vida constante e a rotina alinhada.Aquela tranquilidade de ver tudo nos conformes. A idealização de chegar em um ponto onde não há nada a mais para ser trabalhado ou nada mais a se preocupar: eu encontrei o equilíbrio!   Ah se fosse assim…   Nós sabemos que na prática não é assim que acontece. A verdade é que, a vida é feita de altos e baixos, mudanças e momentos para serem reavaliados, e isso é natural do ser humano. Agora, de que forma podemos respeitar e reconhecer nosso próprio equilíbrio?     Temos algumas bússolas para te auxiliar nessa busca:   Reconheça as mudanças Nossas vidas estão em constante fluxo, e o que era equilibrado para nós em um momento pode não ser mais no futuro. Não existe uma rotina perfeita o tempo todo, existe uma rotina possível de acordo com as suas necessidades no agora. E o mais difícil dessa tarefa é ter responsabilidade com os prazeres momentâneos que possam surgir.   Aceitação A vida tem seus altos e baixos. Às vezes, podemos nos sentir desequilibrados, e está tudo bem. O objetivo não é eliminar completamente as oscilações, mas sim aprender a lidar com elas de forma saudável, menos desgastante e mais sustentável a longo prazo.   Cuide de você Quando nos encontramos em períodos mais intensos ou desequilibrados, é fundamental reservar um tempo para recarregar as energias e buscar formas de se colocar nos eixos novamente. Isso pode incluir atividades relaxantes, hobbies, exercícios físicos ou momentos em contato com a natureza.   Foco nas prioridades Identifique suas prioridades e valores. Quando você tem clareza sobre o que é realmente importante, fica mais fácil encontrar um equilíbrio que atenda a essas necessidades e aspirações. Cada pessoa terá seu próprio caminho para a harmonia entre trabalho, família, lazer, saúde e outros aspectos da vida.   Busca contínua Como um bom desbravador, o equilíbrio é como uma jornada contínua, não um destino final. É normal enfrentar desafios ao longo do caminho, e o importante é manter-se comprometido com a busca por uma rotina que promova o bem-estar e a satisfação pessoal.   Flexibilidade é a chave Diante de mudanças repentinas e oscilações da vida, é importante que a gente saiba se adaptar. A adaptabilidade ao ambiente te faz menos frustrado com imprevistos e mais resiliente e preparado para desafios. Uma rotina consciente, e que consegue ponderar o essencial, é uma rotina mais feliz.     No final das contas, a rotina é rica em aprendizados, em tentativas e escolhas. Ela é uma ótima professora que sabe dosar nossas necessidades. Ela sabe exatamente onde o sapato aperta e quando existem hábitos que já não cabem nela. A rotina é uma estrutura essencial nos pilares da sua vida, e todo resultado que você busca, pode ser alcançado dentro dela. Molde ela de acordo com seus objetivos Tenha compromisso consigo Seja flexível quando necessário Aceite as oscilações Respeite seu tempo Não deixe de adaptá-la quando preciso Lembre-se que não existe uma rotina ideal   A rotina não precisa ser chata e maçante, mas ela precisa ser firme e cautelosamente desconfortável para que, todos os dias, você se fortaleça nem que seja 1%.   E se você acha que não precisa, tá tudo bem também.  
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Você tem dado tempo para o Tempo?
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Você tem dado tempo para o Tempo?
Por Isabella Demari   De: Tempo Para: tempo   Olá tempo, vejo que estás muito ocupado. Tenho tentado te contatar de diversas formas e não obtive sucesso, portanto, te escrevo para que você volte para o seu espaço, o presente. Sinto que em meio a tantas agendas lotadas e finais de semana de excessos, você nem tem me percebido. O que percebo é que você tem esquecido de olhar para fora e conversar comigo, através da natureza. Percebo que não te contentas mais com o vento batendo no seu rosto ou até mesmo com um dia ensolarado.   Já busquei te encantar com o Sol, que tanto me ajuda, criando um espetáculo todo dia que acorda e que se põe. Já conversei com a Lua, que apesar de não se mostrar todas as vezes, se faz presente de alguma forma. Você tem olhado para as estrelas? Acho que não. Sinto que te perdi e de fato, não sei como te reconquistar. Você não abre espaço para o nosso encontro, para a nossa harmonia. Te busco muitas vezes no passado, mas principalmente no futuro. Você se atrapalha, frustra e decepciona, sem mesmo perceber. Entendo sua angústia, mas ela só existe porque você não volta. Retorne a agradecer por mais um dia, busque criar espaço para o descanso, a apreciação, o silêncio. Eu te chamo atenção, pois valorizo o seu esforço, a sua jornada e sei que existe vida por trás disso tudo.   Eu sou infinito, abundante e imperceptível. Perceba que eu tenho te entregado um pouco de mim, e você não tem valorizado. Isso sim é finito e a cada momento você deixa escapar mais histórias a serem apreciadas. O meu pedido de hoje é que você faça algo, qualquer coisa, que te retorne para o Aqui e Agora. Respire fundo e procure a coisa mais bela que você encontrar hoje, e aí você saberá que você retornou e sabe onde me encontrar.   Nos encontramos, finalmente.    
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