Romantizando a rotina: porque um pouco de romance não faz mal a ninguém

Artigo publicado em: Nov 17, 2023 Autor do artigo: Equipe Allcatrazes
Romantizando a rotina: porque um pouco de romance não faz mal a ninguém
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Por Mariah Ana de Almeida Muller

 

Quando parei de ver o meu dia a dia como se fosse uma bomba relógio

 

Depois de procurar no Google por uma definição que eu gostasse, achei uma que resumiria o que romantizar a rotina significa para mim: focar nas coisas boas do presente, ao invés de idealizar o que não é acessível. Por mais controverso que esse tema possa parecer, eu concordo muito com a essência dele.

 

Para contextualizar um pouco, me chamo Mariah Ana, e atualmente tento conciliar uma rotina de trabalho e estudos para concurso, além das horas vagas na academia e os momentos com a minha família e amigos. Sempre gostei de estar com o meu dia cheio, com vários planos e compromissos, basicamente acordar e engatar em alguma atividade estando em constante movimento. E foi em um dia desses qualquer,em meio ao caos de estar sempre correndo para conseguir dar conta das tarefas diárias, queeu comecei a perceber que estava fazendo tudo do avesso.

 
 

Costumava acordar com o alarme tocando e adiava para mais 15 minutos de sono. Quando o alarme tocava de novo, num impulso, eu levantava da cama já na pressa, sabendo que precisava correr para dar tempo de fazer tudo. Fazia o café, abriao computador e começava a adiantar os estudos do dia, já com a roupa do treino para não perder tempo. Chegava na academia e aquela horinha passava tão rápido que quando eu via já tinha dado o tempo de ir tomar banho e correr para o trabalho. No final do dia eu chegava em casa com menos gás do que tinha começado, mas fazia mais um cafezinho e iniciava o terceiro. Assistia às aulas atrasadas, dava uma arrumada no quarto e tentava ter ummomento de lazer com os meus amigos para saber o que faríamos no final de semana, quando eu finalmente iria descansar.

 

Embora eu estivesse fazendo tudo que eu queria, percebi que aquela rotina não se sustentava mais. O problema não estava nas atividades que eu tinha me proposto a fazer, mas sim na forma que eu realizava elas.

 

Acontece que, por muito tempo, eu não soube achar um equilíbrio entre todas as tarefas do meu dia, me enchia de compromissos e muitas vezes acabava fazendo tudo no automático, estando presente de corpo, mas com a cabeça presa no final de semana, sem conseguir aproveitar o agora por completo. Acredito que muitos podem se identificar, porque tentar conciliar estudos, trabalho, algum exercício físico, amigos e família nem sempre é fácil, e por vezes, não percebemos que é nos detalhes do dia a dia que está a alegria de viver.

 
Afinal, do que adianta ter tudo, o trabalho que gostamos, cursos e mais cursos, se não estamos aproveitando esses pequenos momentos?
 

Parei de encarar o meu dia como uma bomba relógio, como se tudo fosse desmoronar de uma hora pra outra. Percebi que está tudo bem se atrasar um pouquinho de manhã antes de sair de casa, porque assim posso passar um tempo a mais na cozinha tomando um café com meus pais. Que tirar 15 minutos no trabalho para pegar um lanche pode ser essencial para dar uma pausa, porque assim consigo ter mais tempo de qualidade com meus colegas e conhecer cada um deles. Notei que está tudo certo se naquela segunda-feira eu não conseguisse bater a meta de estudos porque dormi até um pouco mais tarde, por que sabe de uma coisa? Ainda tem a terça, depois a quarta, e por aí vai.

 
 

Em resumo, aos poucos percebo cada vez mais que o importante é tentar mudar a perspectiva através da qual enxergamos os compromissos do dia. É sobre manter o corpo em movimento, fazer as coisas que gostamos e tentar sim fazer tudo o que queremos, mas lembrando que o que importa é o agora, o presente, mantendo um equilíbrio entre tudo.

 

Hoje em dia eu continuo com essa mesma rotina, mas agora tentando enxergar ela de uma maneira mais leve. Tentando achar graça nas coisas banais do dia, que, às vezes pode não ser tão fácil, mas com certeza é melhor do que deixar passar batido,vivendo no modo automático. Pois, no final das contas é isso o que realmente importa, são nesses pequenos momentos que encontramos a essência da vida, então melhor focar neles.

 
 
 
 
 
 
Mariah Ana de Almeida Muller
 

Formada em Direito, trabalha na URCA-Saúde como Assessora Jurídica, um projeto de apoio especializado na área da saúde. Além do trabalho, estuda para concurso e, por conta disso, procura achar um equilíbrio em sua rotina de estudos, trabalho e treino. Ama viajar e experimentar coisas novas, trilhas e saídas com os amigos são o seu refúgio. Já passou por diversos estágios no Direito e acredita que hoje seja o resultado de todas essas experiências.

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