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O poder transformador do 'Blue Mind'

O poder transformador do 'Blue Mind'

Estar perto da água é mais do que uma conexão, é um elixir para a mente e o coração | Por Gabriela Muller Em um mundo frenético e muitas vezes avassalador, a busca por momentos de calma e conexão com a natureza assume uma importância vital em nossas rotinas. Neste contexto, emerge a teoria do Blue Mind, um conceito desenvolvido pelo cientista marinho Wallace J. Nichols, que sugere que estar perto da água, seja o oceano, lagos ou rios, pode melhorar significativamente a saúde mental, reduzir o estresse e promover uma sensação de calma e felicidade. Este conceito foi popularizado ao longo dos anos através de estudos científicos publicados que comprovam sua veracidade. Por exemplo, o "Journal of Environmental Psychology" examina como o ambiente afeta o comportamento humano, evidenciando a ligação entre a proximidade com corpos d'água e o bem-estar emocional. Da mesma forma, pesquisas da Universidade de Exeter contribuíram para a compreensão dos benefícios psicológicos ligados à presença da água. Além disso, estudos sobre a relação entre atividades aquáticas, como natação e surfe, e os benefícios para a saúde mental, publicados em revistas científicas especializadas em saúde e psicologia, corroboram a ligação direta entre a presença da água e o nosso bem-estar emocional. A água, com sua serenidade e vastidão, possui o poder de acalmar nossas mentes tumultuadas e revitalizar nossas almas. Contemplar as ondas quebrando na praia ou sentir a brisa suave em um lago tranquilo pode nos conectar profundamente com o momento presente, proporcionando uma sensação de paz interior incomparável. A Allcatrazes se identifica muito com este tema, pois busca promover uma conexão profunda com a natureza, convidando vocês a abraçarem um estilo de vida do lado de fora, desfrutando das maravilhas naturais que o mundo oferece. Sempre prezamos por esta qualidade de vida e tentamos diariamente, através de nossos produtos, servir como um catalisador para inspirar vocês a se reconectarem com a natureza e a priorizarem momentos de tranquilidade e serenidade em suas vidas agitadas. Neste turbilhão da vida moderna, é fácil se perder na agitação incessante e esquecer a beleza que a natureza oferece. No entanto, ao abraçarmos o conceito do Blue Mind, somos convidados a reconectar-nos com a essência primordial que habita em todos nós. É uma jornada de redescoberta, uma oportunidade de reconectar com nossa própria humanidade e com o mundo ao nosso redor de uma maneira mais profunda e significativa. Permita-se incluir pequenos rituais de conexão com a água em sua vida diária e descubra a transformação que o Blue Mind pode trazer. Exemplos de práticas diárias para incorporar o Blue Mind: Meditação à beira de um lago ou rio, focando no som suave da água e na respiração tranquila. Caminhadas ao longo da costa, permitindo-se absorver a beleza e a serenidade do oceano. Banhos relaxantes em casa, utilizando essências que remetam à água para criar um ambiente calmante. Criação de um espaço de relaxamento em casa com elementos aquáticos, como fotos de paisagens marítimas ou fontes de água. Prática de ioga à beira de um rio ou em uma praia tranquila, incorporando movimentos fluidos e respiração consciente. Um passeio de bike na orla, perto de mares, lagos e rios.

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O poder transformador do 'Blue Mind'
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O poder transformador do 'Blue Mind'
Estar perto da água é mais do que uma conexão, é um elixir para a mente e o coração | Por Gabriela Muller Em um mundo frenético e muitas vezes avassalador, a busca por momentos de calma e conexão com a natureza assume uma importância vital em nossas rotinas. Neste contexto, emerge a teoria do Blue Mind, um conceito desenvolvido pelo cientista marinho Wallace J. Nichols, que sugere que estar perto da água, seja o oceano, lagos ou rios, pode melhorar significativamente a saúde mental, reduzir o estresse e promover uma sensação de calma e felicidade. Este conceito foi popularizado ao longo dos anos através de estudos científicos publicados que comprovam sua veracidade. Por exemplo, o "Journal of Environmental Psychology" examina como o ambiente afeta o comportamento humano, evidenciando a ligação entre a proximidade com corpos d'água e o bem-estar emocional. Da mesma forma, pesquisas da Universidade de Exeter contribuíram para a compreensão dos benefícios psicológicos ligados à presença da água. Além disso, estudos sobre a relação entre atividades aquáticas, como natação e surfe, e os benefícios para a saúde mental, publicados em revistas científicas especializadas em saúde e psicologia, corroboram a ligação direta entre a presença da água e o nosso bem-estar emocional. A água, com sua serenidade e vastidão, possui o poder de acalmar nossas mentes tumultuadas e revitalizar nossas almas. Contemplar as ondas quebrando na praia ou sentir a brisa suave em um lago tranquilo pode nos conectar profundamente com o momento presente, proporcionando uma sensação de paz interior incomparável. A Allcatrazes se identifica muito com este tema, pois busca promover uma conexão profunda com a natureza, convidando vocês a abraçarem um estilo de vida do lado de fora, desfrutando das maravilhas naturais que o mundo oferece. Sempre prezamos por esta qualidade de vida e tentamos diariamente, através de nossos produtos, servir como um catalisador para inspirar vocês a se reconectarem com a natureza e a priorizarem momentos de tranquilidade e serenidade em suas vidas agitadas. Neste turbilhão da vida moderna, é fácil se perder na agitação incessante e esquecer a beleza que a natureza oferece. No entanto, ao abraçarmos o conceito do Blue Mind, somos convidados a reconectar-nos com a essência primordial que habita em todos nós. É uma jornada de redescoberta, uma oportunidade de reconectar com nossa própria humanidade e com o mundo ao nosso redor de uma maneira mais profunda e significativa. Permita-se incluir pequenos rituais de conexão com a água em sua vida diária e descubra a transformação que o Blue Mind pode trazer. Exemplos de práticas diárias para incorporar o Blue Mind: Meditação à beira de um lago ou rio, focando no som suave da água e na respiração tranquila. Caminhadas ao longo da costa, permitindo-se absorver a beleza e a serenidade do oceano. Banhos relaxantes em casa, utilizando essências que remetam à água para criar um ambiente calmante. Criação de um espaço de relaxamento em casa com elementos aquáticos, como fotos de paisagens marítimas ou fontes de água. Prática de ioga à beira de um rio ou em uma praia tranquila, incorporando movimentos fluidos e respiração consciente. Um passeio de bike na orla, perto de mares, lagos e rios.
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Solitária, mas acompanhada
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Solitária, mas acompanhada
Por Catarina Weck Glashester   A coragem começa em partir; o grande desafio é se conhecer   Oi, eu sou a Bis. Andei um tempo sumida daqui, então prazer aos que ainda não me conhecem e um olá caloroso aos que já me leram por aqui. Vim contar mais uma história,mas dessa vez a história não é minha. Serei uma mera narradora acompanhando a jornada de uma personagem que eu já tive o prazer de introduzir por aqui. De novo vim falar com vocês sobre a Marina. Lembram dela?   Regata Mini Fastnet - 600 milhas (1.111 km) entre França, Inglaterra e Irlanda   Velejadora já há uns bons anos e aventureira de carteirinha, Marina Bidoia embarcou em junho para a Europa para correr uma regata de 3 dias na classe Mini, um pequeno barco de 6.5 metros, mas acabou estendendo sua estadia por 3 meses, o máximo de tempo que conseguiu ficar por lá com o visto de turista. Com certeza é uma experiência única a gente se encontrar tão longe de casa. Marina sai dessa regata com parcerias fechadas para outras travessias e assim as 600 milhas náuticas que ela havia se preparado para percorrer nessa viagem se tornaram 1700 milhas, o equivalente a 3149 km, de muita experiência e de encontros com pessoas novas que eram apaixonadas pelo mesmo que ela.   Velejando com a sua dupla Jonas Gomes | Confira como foi essa aventura clicando aqui   Na verdade, foi assim que a Allcatrazes conheceu a Marina. Há 2 anos atrás, corríamos a Semana de Vela de Ilhabela, uma das mais tradicionais competições da vela nacional. Estávamos no mesmo barco para correr a regata Alcatrazes por Boreste, que contorna o arquipélago de Alcatrazes e a qual, anos antes, havia inspirado a criação do nome da marca. Hoje, venho comunicar a vocês que estaremos junto com a Marina em mais uma aventura.   A regata na Europa foi dura. Ao invés de 3 dias a bordo, devido às condições climáticas, foram 7 dias de pouco vento, boiando na água com dias e noites de temperaturas baixas. Em uma competição de vela de oceano, o velejador precisa percorrer um percurso pré-determinado aceitando e sabendo se adaptar às condições climáticas mais adversas que possam cruzar o seu caminho. Ao chegar em terra, a sensação que tomouconta da Marina era de motivação. Depois de enfrentar essa situação, ter se tornado mais experiente, conhecido melhor o barco, os limites do seu corpo e mente, ela se sentiu pronta para um próximo desafio. Aproveitou suas novas conexões, acumulou milhas navegadas e voltou para o Brasil já se preparando para o próximo destino.   Por que acompanharemos a Marina? Arquiteta recém formada, apesar de ser essa desbravadora incurável, a Ma tem uma vida normal por trás de tudo isso. Trabalha remoto, se dedica a diferentes propósitos e leva uma rotina atarefada e difícil de balancear. É gente como a gente, e assim como nós, possui um ímpeto de se desafiar, de chegar o mais longe que puder, de ter aquele momento indescritível de se sentir capaz de fazer qualquer coisa. Marina é uma de nós, sempre em movimento, colecionando memórias e, principalmente, nos inspirando a sair, aos poucos, da nossa zona de conforto.   Atualização 1 - 14/09/23   Preparação para a primeira perna e reflexões sobre a jornada até aqui   Ma chegou em Salvador dia 10, vindo de São Paulo de avião, e nos últimos 4 dias deu algumas entrevistas na rádio e palestras, porém, o mais importante de tudo, é que ela conheceu o barco em que iria navegar. O barco foi cedido para o projeto, rebatizado temporariamente como "Minina", e já zarpou para Recife, em seu grande desafio, a primeira navegação solo.   Distrito Naval de Salvador; Barco "Minina" e imagem de satélite da navegação da Marina (esq. para dir.) Clique aqui para acompanhar a Marina em tempo real   Não pense que uma aventura dessas é para quem tem todas as certezas e respostas do mundo. Ma compartilhou com a gente durante a palestra no Museu do Mar algumas de suas reflexões - perguntas ainda sem resposta - que ela busca entender melhor durante essa travessia. "No meio do caminho tinha uma pedra". De acordo com Marina, as pedras no seu caminho são o que a fazem querer ir mais longe. Contornar pedras, ilhas, boias, marcas e somar milhas navegadas é o que realmente a encanta, e Fernando de Noronha é uma bela pedra nesse caminho. Depois de ultrapassar um limite, ao expandir a sua zona de conforto, é difícil voltar atrás algumas casas e fazer o que já se fazia antes, com a mesma naturalidade.   Marina a bordo de "Minina", onde vai fazer sua travessia em solitário   Marina obteve sua licença de capitã amadora há alguns anos, tornando-se, inclusive, a capitã mais jovem do país. Mas percebeu que o simples papel que a autoriza a comandaruma embarcação está a anos-luz de distância da experiência de realmente ser uma comandante. Então, ela começou esta jornada com o intuito de comandar, pela primeira vez, a sua própria tripulação que, por enquanto, consistirá apenas nela mesma,sendo responsável tanto pela tomada de decisões, quanto pelos possíveis bônus e ônus causados pelas escolhas.   De forma irônica, Marina lembra que não gostou de estar sozinha em um pequeno barco quando começou a velejar na classe Optimist, ainda criança. "É impressionante como a vida nos surpreende ao nos levar por caminhos inesperados, Mas eu não podia recusar", explica. Ela abraçou as oportunidades que surgiram em seu caminho e realizou feitos incríveis até agora, chegando ao seu próximo desafio: competir na Refeno emsolitário.   Estaremos acompanhando de perto a jornada de Marina, mas não apenas a dela, porque a Allcatrazes tem a honra de anunciar que é a patrocinadora oficial da Refeno 2023. Isso mesmo, agora fazemos parte dessa emocionante história, estaremos navegando juntos de todos os participantes dessa regata, e mal podemos esperar pela chegada do pessoal em Recife, para que seja dado o start em mais uma memorável edição desse evento.   Allcatrazes é patrocinadora oficial da REFENO 2023 | Imagem via Refeno   Confira um trecho das informações enviada pela Marina pra gente via satélite:   Ontem 14/09 às 13:30 - Minina saiu rumo a Recife!   Dia intenso de arrumação do barco Abastecimento de alimentos Farmácia abastecida Testes de eletrônicos e GPS   Check list de viagem para 4 a 5 dias de navegação intensa em alto mar sem parar até Recife   Dormir de 20 em 20 min Cozinhar Sem banhos   Ah ela avisou que os bordos pra fora estão sendo bons para aproveitar e descansar. Disse tbm que ela e o barco estão se entendendo bem!   Agora o desafio iniciou!! Vamos acompanhar! Boa noite e amanhã mando mais notícias   Atualização 2 - 15/09/23   Novas mensagens via satélite:   Oi, perto de terra com um pouco de sinal! Tudo ótimo a bordo, mantendo o barco com velocidade e fazendo o possível no ângulo! Mas o vento já está rondando, si tô que esse bordo vai render! Abraços a todos!   22h de navegação, acabei de completar as primeiras 100 milhas em solitário     Atualização 3 - 18/09/23   Aviso de chegada: Marina aportou em Recife!   425 milhas e 85 horas depois de partir, Minina chega a Recife tendo completado asua primeira travessia em solitário. Às 2h da madrugada de hoje, segunda feira dia 18, Ma chegou em terra firme.   Ma conta que a maior dificuldade desse trajeto foi aprender a controlar o uso das baterias para poder contar com o recurso do piloto automático, muito importante na navegação em solitário. Felizmente, esse foi o único problema técnico enfrentado ao longo do percurso, mas Marina teve que lidar com algumas outras situações desafiadoras, como foi o caso do encontro com os ventos pirajás, nuvens baixas que trazem ventos acelerados e chuvas, precisando prezar pela segurança, dela e do barco, e navegar de maneira mais conservadora.   Tudo isso é recompensado ao estar velejando a 7.3 nós - uma boa média - e se deparar com um cardume de peixes voadores a acompanhando, animais pequenose rápidos, como era o caso de Minina naquele bordo, pequena e rápida :)   Os próximos passos consistem em organizar o barco, limpar tudo, entender melhor ofuncionamento das baterias para já estar preparada para a Refeno, que larga este sábadodia 23. Estaremos junto contigo, Marina!   Atualização 4 - 20/09   Um relato da primeira perna da viagem. Travessia de Salvador a Recife.   O vento foi favorável durante praticamente todas as 425 milhas navegadas, e o mar esteve com ondulações entre 1,5 e 2m. Essas foram as condições das 85 horas a bordo de sua primeira travessia como comandante de uma embarcação. Foi o momento de se dar conta de que ela realmente era responsável por tudo. É bom saber velejar, botar o barco para andar, fazer a trimagem fina da embarcação, mas também é necessário entender de baterias, motores, placas solares entre outros mil conhecimentos que serão colocados à prova a bordo.     Ma teve um problema de gerenciamento de baterias. As placas não estavam carregando suficientemente as baterias da embarcação, complicando o uso do piloto automático. Foi necessário fazer o racionamento dessa energia, timonear o barco mais do que o esperado e desligar os equipamentos durante o dia, chegando à terra com 10.9 de bateria, um nível super baixo. Tudo correu bem e a embarcação não chegou a dar blackout, mas isso significou dormir de 5 em 5 minutos ao invés de 20 em20, conforme era previsto.   Além do problema com as baterias, chegando a 100 milhas navegadas, Marina teve de enfrentar uma sequência de pirajás. Pirajás, em resumo, são pancadas de chuva que geram rajadas de vento, conhecidos por bagunçar as condições de vento atuais. Por mais que você saiba que será curto, é sempre um momento de tensão a bordo. Acaba que o barco fica à mercê do vento, que estava levando Marina para Leste, quando ela precisava seguir rumo a Nordeste. O primeiro contato foi um pouco chocante, mas Ma foi rapidamente pegando casca e aprendendo a lidar com os próximos pirajás, que pelo que ela conta, não foram poucos e chegaram a atingir rajadas de 25 nós.   Perguntei à Marina como ela se sentiu a bordo, se conseguiu se sentir competente.Para mim a melhor resposta dela foi:   "Não tinha nada a bordo que eu não soubesse fazer, ou que eu não fosse capaz de inventar uma solução que resolvesse o dito problema".   O nervosismo da responsabilidade da tomada de decisões foi substituído pela tranquilidade de poder confiar em si mesma. Ao avistar baleias brincando longe da costa, Marina se dá conta de que está deixando a terra para trás. Após passar por alguns pirajás, percebe o quanto se sente competente. É surpreendente o que podemos realizar quando somos colocados à prova e nos questionamos "calma, em que momento eu aprendi a fazer isso?". A resposta que iremos nos deparar provavelmente consistirá em: aqui e agora. Eu acabei de precisar me virar, e me virei. Poucas sensações se igualam a de se sentir capaz.     Pode parecer bobagem para alguns, mas eu sinto que enquanto mulheres nos questionamos de maneira mais firme sobre nossas habilidades. Entendo o sentimento da Marina de que não nos visualizamos sendo capazes de realizar coisas extraordinárias antes de, de fato, concretizá-las. O que mais me marcou no meu papo com aMa foi o seguinte relato:   "Na hora em que cheguei e baixei a vela dentro do porto de Recife, eu olhei pra trás e pensei 'Caramba, olha o que eu fiz'. Acho que ainda não caiu a ficha do que eu acabei de fazer, mas é muito louco pensar que só tinha eu nesse barco, sabe? E que chegou. E que não quebrou nada. E que eu não me machuquei. Sabe? Eu sabia que seria uma experiência transformadora, mas não achei que seria tanto".   Me lembrei das minhas experiências transformadoras que me fizeram acreditar que euposso chegar mais longe do que me disseram que eu poderia. Obrigada por isso, Ma.   Atualização 5 - 25/09   Regata Internacional Recife - Fernando de Noronha: REFENO Informações recebidas por mensagens da Marina via InReach! Acompanhe o Minina com a gente 😄   Sábado - 18:00 Marina esteve no leme para ganhar barlavento, conseguiu comer e beber líquidos. Vai começar os turnos de descanso a partir de agora. Pegou 2 pirajás, os enfrentou bem, mas resolveu colocar a 1ª forra de rizo. Pra ter tranquilidade a noite. A velocidade média se mantém. Ela tá animada e tranquila, pela previsão está tudo normal.   A partir de 12h de regata os mais rápidos se destacam do grupo. E após 24h o pelotão se divide em 3 a 4 grupos de acordo com a velocidade média. O vento deu uma diminuída e os grandes e pesados baixaram a velocidade para 3.8 a 4.2 nós   Domingo - 1:15 Boa madrugada Marina segue bem com velocidade oscilando de 4.8 a 5.7 nós Está ganhando barlavento O vento está na casa de 17 nós Ela vai descansar as próximas 2h em intervalos de 15 minutos. Muitos barcos próximos. Tudo bem a bordo. Amanhã de manhã mando mais notícias.   Domingo - 9:40 Bom dia Tudo bem a bordo Ela dormiu um pouco a noite, e quando tinha pirajás ela ia para o leme. A velocidade do barco está boa. Já percorreu um pouco mais de 1/3 do trajeto   Domingo - 00:30 A última mensagem foi: "Saí agora e a noite está um presente, mar tranquilo, vento a favor, lua e estrelas, quase sem nuvens!" Boa madrugada Informes da Marina Ela está orçando um pouco para ganhar barlavento, a velocidade média aumentou. Avisou que o ETA* está melhorando. Já passou mais 4 barcos entre 18h e 24h. Está descansando em pequenos intervalos. Esse vento de SE 16 a 23 nós vai permanecer até umas 10h. O mar baixou. O humor está bom, embora as noites sejam mais cansativas. Mais notícias amanhã às 7h   *ETA - Estimated time of arrival (horário previsto de chegada)   Segunda - 8:00 Bom dia A última noite já passou. Está tudo bem a bordo Ela está cuidando do rumo do rumo devido a correnteza de E (leste) de 1,8 nós O mar melhorou muito Os alísios cumprindo seu dever de soprar constante. ETA pro início da noite Às 13h terei mais notícias!   Segunda - 12:00 Faltam menos de 30 milhas pra Sapata. Vento de alheta e com todos os panos içados. Velocidade entre 5.4 e 6 nós ETA fim da tarde.   Segunda - 14:50 Faltam 18 milhas pra Sapata ETA entre 17:00 e 18:00 hora de Brasília     Segunda - 17:46   Buzina cantou para Minina em Fernando de Noronha! Marina ultrapassou a linhade chegada da RENEFO às 17:46:00 de hoje (25/09), ficando em 3º lugar na categoria aberta. Parabéns por mais esse desafio vencido! É uma honra fazer parte dessa história.   Marina completou a REFENO, a bordo de MININA, às 17:46 do dia 25/09/23   Atualização 6 - 26/09   O cenário é indescritível. Mar de cor impressionante, golfinhos pelo caminho, aves marinhas, peixes voadores, uma velejada realmente incrível. A aproximação de Fernandode Noronha é uma sensação única. Na saída do píer para o início da regata, indo fazer ocheck in do barco, Ma conta que as pessoas gritavam do início ao final do canal do Marco Zero em Recife, demonstrando total apoio a essa jovem aventureira iniciando a sua jornada em solitário.   Marina fazendo os últimos ajustes; e Minina na largada da REFENO 2023, no Marco Zero, em Recife.   Durante toda a regata, o vento se manteve constante acima de 10 nós, com rajadas de até 17, chegando à marca de 25 nos pirajás. Marina, já mais safa do que antes, agora lidou ainda melhor com os pirajás e conseguiu seguir no rumo desejado. Mas o perrengue máximo da viagem foi que, ao sair do píer, o barco sofreu uma batidinha na laterale, de primeira, Marina não viu. Passadas 16 horas da regata, ela começa a perceber que o barco está com água no convés. Procurou por tudo até achar um pequeno trincadinho responsável por um grande estrago. Realocou todos os pesos do barco para o bordo oposto, de maneira que trincado ficasse acima da linha d'água, e fez um remendo com silver tape, o recurso que tinha disponível no momento. A partir desse momento, foi necessário tocar o barco com maior tranquilidade, sem adernar tanto, perdendo velocidade, mas deixando a batida ficar fora da linha d'água, o máximo possível.       50 horas de regata adentro, Marina se aproxima da chegada e avista outro veleiro na frente dela. Como ela havia feito o trajeto bem mais lento do que o esperado, ela imaginou que eles fossem os últimos dois barcos a chegar na regata.   "Comecei a trimar a vela como se estivesse correndo um barla sota de Snipe, eu ia passar aquele barco e, pelo menos, chegar em penúltimo lugar. Peguei rajada, fui pra cá, voltei pra lá e na hora que eu estava ultrapassando o barco, a tripulação solta tudo e começa a aplaudir. Aí tomei consciência de que o que eu estava fazendo era muito mais do que uma regata".   E mal sabia ela que tinha sim mais gente para chegar na sequência.     Chegamos em Fernando de Noronha! Foram 52h, com velocidade média de 5,5 a 6 nós, entre 10 e 11 km/h. "Fui uma comandante muito gentil comigo". Sendo comandante solo, Ma conseguiu aprender a ser paciente em momentos de tensão e stress. De nada adianta o desespero, gritaria, e surto se o que precisamos é manter a calma e resolver o problema. Assim, conhecendo cada vez mais a si mesma, entrando em sintonia com o seu entorno, entendendo a lidar com imprevistos e, o mais importante de tudo, aproveitando o caminho que percorremos e apreciando cada milha superada, Marina e Minina finalizam sua participação na 34ª Refeno. Agora é hora de voltar para casa.   Atualização 7 - Final de viagem: a volta pra casa   Depois de mais de um mês no mar, Marina estava pronta para voltar. Faltavam 700 milhas a serem navegadas e mais um avião de Salvador a São Paulo. Dessa vez ela não estaria sozinha, pois pode contar com a companhia de seu pai. Porém, eles não imaginavam que a última perna da velejada teria mais etapas do que o programado. A ideia inicial era sair de Noronha direto para Salvador, fazendo de uma vez as 700 milhas entre as duas cidades, mas esse plano logo precisou ser modificado. A condição que deveria ser de um través folgado, virou uma orça folgada que, no vento aparente, já se tratava de uma orçaapertadíssima. Assim, foram 62 horas para fazer as 300 milhas entre Noronha e Recife, o que os fez decidir por fazer uma parada. Cansados, mas sem nenhuma avariano barco, ficaram um dia, literalmente, recarregando as baterias e organizando o barco.     Marina se emociona ao contar sobre a presença do pai a bordo, oficialmente seu primeiro tripulante, despendeu todo o esforço necessário para auxiliar a sua comandante. Com certeza são poucas as pessoas a poderem afirmar que o primeiro tripulante de sua embarcação foi o próprio pai, mas ter mais alguém a bordo não deixa de ser uma responsabilidade extra. Sozinha, Ma já entendeu como ela mesma funcionava. Entendeu como reagia a cada situação e sabia que conseguiria se virar nas mais diversas situações, mas com uma tripulação, ela agora era responsável pela segurança de uma outra pessoa, e isso foi mais um marco na sua evolução.   Dali de Recife rumo a Salvador, mais 400 milhas de través os esperavam, e a previsão era de vento fraco. Para manter o rumo desejado da embarcação, velejaram praticamente de popa raso e, à noite, o vento foi aumentando. Enquanto isso, o piloto automático começou a não funcionar muito bem e o barco teve que ser timoneado. Durante uma das trocas de turno, Marina enxergou um cabo pendurado pelo barco que, de início parecia com o cabo de energia das placas solares, mas logo ela se deu conta de que se tratava do estai de força do brandal de bombordo, um reforço estrutural do mastro. Nesse momento, nossa comandante estava diante de um problema sério. O mar estava grande, picado, com o barco atravessando. Do jeito que estavam, com um estai de força a menos, não seria possível seguir viagem até Salvador. Providenciaram um remendo e trataram de seguir rumo a Aracaju, o porto mais próximo no rumo em que estavam.     Marina havia ouvido relatos e conselhos de que não seguisse, sob nenhuma hipótese, para Aracajú, que seria mais prudente dar um jeito de chegar a Salvador. Dessavez não teria como. Com o mastro do jeito que estava, o negócio era parar o quanto antes fosse possível. Com um excelente auxílio do pessoal do Iate Clube de Aracaju, Marina aprendeu a entrar na barra do rio e assim fez uma chegada tranquila. Com o novo estaiamento no lugar, e um novo tripulante que veio junto com o material, o marinheiro do barco se juntou a Marina e seu pai nas últimas 160 milhas. Marina frisa o fato de que Aracaju é sim uma opção de parada caso necessário. Apesar dos acidentes já registrados e de se tratar sim de uma chegada complicada, é importante que ela seja vista como uma parada viável, pelo menos em situações de emergência como essa.   O início da última perna foi confortável, pelo menos por umas 12h das apenas 24h queos separavam de Salvador. Ao estarem, finalmente e pela última vez na viagem, avistando terra, o vento morreu. Boiando com 2 nós de vento, os três se renderam ao motor para finalizar logo a viagem.   Depois de jurar pela milionésima vez que não pisaria mais em um barco, Marina pisaem terra e se pergunta: "Qual a próxima velejada?"     Foi um prazer contar a história da Marina aqui na Allcatrazes. Fiquem ligados, quecom certeza teremos mais conteúdo como esses por aqui. Até a próxima! - Bis
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Equilíbrio, em sua tradução literal: posição estável de um corpo, sem oscilações ou desvios.
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Equilíbrio, em sua tradução literal: posição estável de um corpo, sem oscilações ou desvios.
Por Isabella Demari   Estamos constantemente em busca de um equilíbrio utópico: a poeira baixa, a vida constante e a rotina alinhada.Aquela tranquilidade de ver tudo nos conformes. A idealização de chegar em um ponto onde não há nada a mais para ser trabalhado ou nada mais a se preocupar: eu encontrei o equilíbrio!   Ah se fosse assim…   Nós sabemos que na prática não é assim que acontece. A verdade é que, a vida é feita de altos e baixos, mudanças e momentos para serem reavaliados, e isso é natural do ser humano. Agora, de que forma podemos respeitar e reconhecer nosso próprio equilíbrio?     Temos algumas bússolas para te auxiliar nessa busca:   Reconheça as mudanças Nossas vidas estão em constante fluxo, e o que era equilibrado para nós em um momento pode não ser mais no futuro. Não existe uma rotina perfeita o tempo todo, existe uma rotina possível de acordo com as suas necessidades no agora. E o mais difícil dessa tarefa é ter responsabilidade com os prazeres momentâneos que possam surgir.   Aceitação A vida tem seus altos e baixos. Às vezes, podemos nos sentir desequilibrados, e está tudo bem. O objetivo não é eliminar completamente as oscilações, mas sim aprender a lidar com elas de forma saudável, menos desgastante e mais sustentável a longo prazo.   Cuide de você Quando nos encontramos em períodos mais intensos ou desequilibrados, é fundamental reservar um tempo para recarregar as energias e buscar formas de se colocar nos eixos novamente. Isso pode incluir atividades relaxantes, hobbies, exercícios físicos ou momentos em contato com a natureza.   Foco nas prioridades Identifique suas prioridades e valores. Quando você tem clareza sobre o que é realmente importante, fica mais fácil encontrar um equilíbrio que atenda a essas necessidades e aspirações. Cada pessoa terá seu próprio caminho para a harmonia entre trabalho, família, lazer, saúde e outros aspectos da vida.   Busca contínua Como um bom desbravador, o equilíbrio é como uma jornada contínua, não um destino final. É normal enfrentar desafios ao longo do caminho, e o importante é manter-se comprometido com a busca por uma rotina que promova o bem-estar e a satisfação pessoal.   Flexibilidade é a chave Diante de mudanças repentinas e oscilações da vida, é importante que a gente saiba se adaptar. A adaptabilidade ao ambiente te faz menos frustrado com imprevistos e mais resiliente e preparado para desafios. Uma rotina consciente, e que consegue ponderar o essencial, é uma rotina mais feliz.     No final das contas, a rotina é rica em aprendizados, em tentativas e escolhas. Ela é uma ótima professora que sabe dosar nossas necessidades. Ela sabe exatamente onde o sapato aperta e quando existem hábitos que já não cabem nela. A rotina é uma estrutura essencial nos pilares da sua vida, e todo resultado que você busca, pode ser alcançado dentro dela. Molde ela de acordo com seus objetivos Tenha compromisso consigo Seja flexível quando necessário Aceite as oscilações Respeite seu tempo Não deixe de adaptá-la quando preciso Lembre-se que não existe uma rotina ideal   A rotina não precisa ser chata e maçante, mas ela precisa ser firme e cautelosamente desconfortável para que, todos os dias, você se fortaleça nem que seja 1%.   E se você acha que não precisa, tá tudo bem também.  
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Você tem dado tempo para o Tempo?
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Você tem dado tempo para o Tempo?
Por Isabella Demari   De: Tempo Para: tempo   Olá tempo, vejo que estás muito ocupado. Tenho tentado te contatar de diversas formas e não obtive sucesso, portanto, te escrevo para que você volte para o seu espaço, o presente. Sinto que em meio a tantas agendas lotadas e finais de semana de excessos, você nem tem me percebido. O que percebo é que você tem esquecido de olhar para fora e conversar comigo, através da natureza. Percebo que não te contentas mais com o vento batendo no seu rosto ou até mesmo com um dia ensolarado.   Já busquei te encantar com o Sol, que tanto me ajuda, criando um espetáculo todo dia que acorda e que se põe. Já conversei com a Lua, que apesar de não se mostrar todas as vezes, se faz presente de alguma forma. Você tem olhado para as estrelas? Acho que não. Sinto que te perdi e de fato, não sei como te reconquistar. Você não abre espaço para o nosso encontro, para a nossa harmonia. Te busco muitas vezes no passado, mas principalmente no futuro. Você se atrapalha, frustra e decepciona, sem mesmo perceber. Entendo sua angústia, mas ela só existe porque você não volta. Retorne a agradecer por mais um dia, busque criar espaço para o descanso, a apreciação, o silêncio. Eu te chamo atenção, pois valorizo o seu esforço, a sua jornada e sei que existe vida por trás disso tudo.   Eu sou infinito, abundante e imperceptível. Perceba que eu tenho te entregado um pouco de mim, e você não tem valorizado. Isso sim é finito e a cada momento você deixa escapar mais histórias a serem apreciadas. O meu pedido de hoje é que você faça algo, qualquer coisa, que te retorne para o Aqui e Agora. Respire fundo e procure a coisa mais bela que você encontrar hoje, e aí você saberá que você retornou e sabe onde me encontrar.   Nos encontramos, finalmente.    
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O que fala mais alto: seu CPF ou CPNJ?
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O que fala mais alto: seu CPF ou CPNJ?
Por Isabella Demari   Vivemos uma era onde a idealização do sucesso se tornou tão invasiva que ultrapassou o limite de algo sustentável a longo prazo. Na realidade, ser uma pessoa bem sucedida é algo muito individual, mas que pesa para todos. Essa busca incessante, e admiração de figuras de gerações anteriores que valorizavam muito o trabalho, desencadeou a falta de cuidado com o momento de descanso.   Antigamente se dizia: “Trabalhe enquanto eles dormem” Nota-se que no passado a tecnologia não era tão avançada e as tarefas demandavam um pouco mais de tempo para acontecer.   Com o avanço da mesma, o processo foi se tornando cada vez mais acelerado, aumentando consideravelmente a demanda e a exigência dos prazos. Era apenas uma questão de tempo até entendermos que não somos máquinas e nem devemos nos comportar como tais. A internet não tem limites e acabamos sendo absorvidos por essa perspectiva, sugando nossa energia.   O cansaço se tornou tão banal e normalizado que, em tempos modernos, só existe o: faça cansado mesmo. E essa falta de descanso, alimenta um ciclo de aceleração onde deixamos de aproveitar os momentos em presença. Pode até se falar em relaxar, porém o medo de ficar para trás é tão grande, que hoje em dia não sabemos mais como relaxar.     Segundo o New York Times, “a pandemia nos lembrou que existimos para mais que um só trabalhar e abriu espaço para reimaginar como um emprego pode se encaixar em uma vida boa”; mas, a necessidade de preencher esse espaço pode ser o que tornou tudo um pouco mais complicado. Nossas tarefas, hobbies e rituais ao invés de beneficiarem um estilo de vida, causaram a famosa ansiedade. Como vou dar conta de tudo? Como todo mundo faz e eu não? Como?... O anseio de melhorar a qualidade de vida se tornou um dos maiores indicadores de ansiedade. E como se relaxa em um mundo onde nada está bom, o multitasking gritando para ser realizado e ficamos cada vez mais esgotados?   A resposta é: não é fácil, mas é simples.. A ansiedade muitas vezes bate na nossa porta, no entanto, o melhor que podemos fazer é convidá-la para sentar e talvez tomar um chá. Não é fácil, mas você pode valorizar toda vez que finaliza uma tarefa. Não é fácil, mas você pode focar mais na vida, na natureza e nos encontros ao ar livre - da forma que é possível hoje. Não é fácil, mas você pode usar menos o celular e olhar mais pro mundo. Não é fácil, mas aos poucos vai ficando cada vez menos complicado e mais integrado.     Pouco a pouco as coisas vão tomando forma, vão demandando menos de você, e se constrói cada vez mais uma tranquilidade no seu interior. Um espaço que não precisa ser preenchido, um tempo que não necessita de corrida e um sossego que tudo está dentro dos conformes, mesmo se tudo não estiver nos conformes impostos por nós mesmos.   No final das contas, CNPJ nenhum se sustenta sem um CPF bem estruturado, e isso não tem nada a ver com estar com tudo perfeito. Tem a ver com estar tudo da melhor forma possível, e são duas coisas completamente diferentes. Tenha isso em mente.     Fotos: Gabriel Klein Modelo: Rayane Amaral
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Economize tempo (e dinheiro!) 😮‍💨
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Economize tempo (e dinheiro!) 😮‍💨
Por Aline Ilha   Para uma vida sempre em movimento   Viajar leve é assumir que o protagonista da viagem é você, não sua mala. Uma bagagem grande pode ~e certamente vai~ te causar vários estresses durante o percurso (não é à toa que existe a expressão “fulano é um mala”, não é mesmo?! 😂). Além do desconforto de ficar carregando um peso desnecessário por aí, você perde tempo com a arrumação, enquanto poderia estar curtindo a viagem.   Ainda não te convenci? Pense na última vez que você viajou. Realmente utilizou TUDO que você levou na mala? Não vale mentir 👀   Então, vamos ao que interessa?   Avalie o clima do seu destino e quanto tempo você irá ficar. Tendo isso em mente, é possível fazer escolhas inteligentes. Se não tiver determinado o período de viagem ainda, pense em uma mala para 7-10 dias. Afinal, existem lavanderias por aí!   Escolha a mochila ou mala adequada Vai para uma ilha em que os percursos são todos na areia? Opte por uma mochila ou uma mala que você consiga carregar no ombro ou nas costas (não vai querer atolar sua mala de rodinha, né?!). A sua bagagem deve te acompanhar em seus movimentos, e não o contrário   Meme via Memedroid by bitotufi Dica: A Mochila Alfa e a Mala Delta, testadas e aprovadas, são perfeitas para viagens mais curtas 😉   O tão amado: CHECKLIST Fazer uma lista do que levar torna mais fácil visualizar as quantidades de cada item, evitar tudo o que é supérfluo e perceber se não está esquecendo de nada!   Inicialmente, separe em cima da cama as roupas, sapatos e acessórios que você gostaria de levar. Agora que você já tem uma visão geral, avalie se as peças combinam entre si (quanto mais combinações entre elas, mais looks diferentes você tem). Aquela blusa que você gosta, mas só usa em raras ocasiões, não precisa ir com você, priorize o versátil   via Pinterest Para te ajudar, nós da Allca criamos um checklist básico para qualquer viagem: Dicas extras Corta vento: pode te salvar em mudanças de temperatura Leve o mínimo de líquidos possível, para evitar vazamentos (ou coloque todos dentro do Cooler, que não vaza 🤣). Brincadeiras a parte, shampoos/condicionadores em barra são ótimos e ocupam menos espaço Em uma viagem em grupo, evite itens repetidos de uso comum, escolha quem fica responsável por levar o que. (Ex.: vocês podem dividir o repelente, a pasta de dente, caixa de som, secador de cabelo, etc.) Se a sua viagem for curta, não precisa levar todos os produtos de Skin Care, leve o básico. Carregador portátil o salvador quando a bateria está acabando e precisamos do GPS para chegar no destino Já tentou abrir um vinho de rolha sem abridor? Recomendamos fortemente carregar um abridor de vinho, especialmente se for acampar. (abridor de cerveja também é uma boa pedida)
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Celular, computador, fones de ouvido, carregadores (e internet!)
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Celular, computador, fones de ouvido, carregadores (e internet!)
Por Aline Ilha   Achou esse checklist estranho? Então, isso é tudo o que preciso levar na mochila para ter a minha vida profissional funcionando em qualquer lugar!   Prazer, me chamo Aline Ilha, sou gaúcha, designer da Allca e entusiasta da vida em movimento. Tenho formação em Design Visual e venho experienciando cada vez mais o nomadismo digital, o anywhere office, ou o trabalho remoto em qualquer lugar, chame como quiser. Sempre tive um pezinho na estrada e poder alinhar as atividades profissionais com esse impulso é um combustível que me motiva, me inspira e, consequentemente, aumenta minha produtividade.   Mas, é simples assim? Colocar esses itens na mochila e partir?   Não, my friend! (do inglês: meu amigo) Primeiro de tudo, diversas profissões dependem, e muito, de atividades presenciais. Não dá para fazer uma cirurgia sem ter contato com o paciente, né? Então, antes de se jogar mundo afora, veja se as suas demandas podem ser executadas de qualquer lugar.   Agora, se você se encaixa em um trabalho que permite realizar suas tarefas em Home Office, te convido a sair de casa, ou se estiver pronto, viajar por aí e experimentar esse estilo de vida. Não precisa partir para o outro lado do planeta já de cara, existem muitos lugares que te permitem viver Micro Aventuras diárias, muito mais perto do que você imagina. Explore!   Importante ter em mente: essa mudança de ambiente não é bagunça, mantenha sua rotina alinhada com seus afazeres (afinal, não se trata de férias, né?!)   Minha principal dica para isso é passar pequenas temporadas em cada destino (pelo menos uns 10 dias). Assim, você tem tempo de trabalhar tranquilo; pode conhecer o entorno com calma em momentos de lazer e finais de semana; e não se sente culpado ou ansioso por estar trabalhando, ao invés de estar desbravando o local.     Desafios constantes   A organização de tempo é o principal desafio. Isto porque a flexibilidade nos horários, se não for bem administrada, pode fazer com que a pessoa confunda a vida pessoal com a profissional   Além disso, a distância da equipe muda um pouco a dinâmica. A falta de alinhamento pode ser um problema, mas a tecnologia está aí para suprir isso, então com planejamento bem feito tudo dará certo. *Se você está em um fuso diferente, é um desafio extra, mas nada impossível.   Janela para o mundo   Mais descobertas, mais possibilidades, mais inspiração, mais conexões. Viver o nomadismo digital é sair da zona de conforto!   Um dia me perguntaram “O que você mais gosta quando viaja?”. Fiquei refletindo por um tempo, pensei nos lugares mais lindos, nas comidas deliciosas que provei, na sensação de frio na barriga, ao entrar no avião… Nenhuma dessas respostas parecia “certa” pra essa pergunta, então comecei a contar sobre algumas figuras que conheci em viagens e me interromperam:   “É simples. Pessoas. Isso é o mais valioso de qualquer lugar”.   Aquilo me pegou, afinal, somos feitos de conexões, de presença e de trocas, não é mesmo?     É sobre > estar sempre em movimento > carregar algo > buscar novas experiências > compartilhar histórias   E ainda me perguntam por que eu amo meu trabalho…   Nos encontramos por aí! 🤗 @alineilhas  
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Muito mais do que uma mesa organizada
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Muito mais do que uma mesa organizada
Por Victoria Sanhudo (@vivendolivre)   O que seu ambiente diz sobre seu bem estar Durante a pandemia ficou nítido o quanto o ambiente que estamos inseridos impacta a forma como vivemos. Existem ambientes que podem nos deixar felizes, entusiasmados e energizados, mas também existem ambientes que provocam ansiedade, tristeza e mal estar.   No momento em que tudo mudou, a casa também se transformou. Agora não é apenas um lugar de passagem, mas um espaço que você precisa se reconhecer.   Sua casa não precisa ser igual a foto que você salvou do Pinterest, ou a casa da sua amiga e muito menos uma casa de revista. Sua casa fala sobre você e precisa estar alinhada com o que você ama e vive.     Outro fato interessante é que depois da pandemia, a maioria dos escritórios aderiu ao modelo remoto ou híbrido.   Como ter um espaço dentro de casa que aumenta minha produtividade e criatividade?   Não existe uma regra única, cada indivíduo se adapta melhor com o que a sua mente deseja. Os seres humanos gostam de se sentir parte dos ambientes físicos por isso é importante investir numa arquitetura mais sensorial, através de memórias visuais, auditivas e até olfativas para que as pessoas se sintam pertencentes.   Gosto de enfatizar que quando decidimos arrumar algo dentro da nossa casa também estamos tentando resolver algo íntimo que esta nos incomodando. A reforma é sempre uma oportunidade de mexer e mudar nossa vida externamente e internamente (mesmo que de formas mais sutis).     Você não precisa de grandes investimentos e algumas vezes basta mudar e reposicionar o que você já tem.   Quem nunca sentiu que precisava reorganizar prioridades e começou organizando o armário de casa?   A limpeza e a organização atuam diretamente na produtividade. É incomum alguém conseguir organizar sua rotina de trabalho sem ter uma área de trabalho organizada.   O primeiro item de um home-office ideal é ter uma confortável cadeira e uma mesa espaçosa (para manter organizada). Escolha um espaço da casa com menos barulhos, pois alguns sons podem atrapalhar a concentração. Os sons da natureza podem inspirar e manter uma música de sua escolha tocando pode fazer com que a criatividade flua de forma mais natural. O ser humano se sente mais confortável com iluminação natural. Então, se você puder posicionar a sua área de trabalho para pegar alguns raios de sol, melhor. Lembrando que no Brasil a melhor fachada para apartamentos e casas é a fachada norte. Fato sobre iluminação: luminárias quentes acolhem e luminárias frias despertam. A vegetação melhora a qualidade do ar e proporciona mais calma para o ambiente. Escolha o Bambu da sorte, cactos, suculentas ou Costela de adão para ter na sua mesa. As cores impactam, também. Azul e verde estimulam a calma e serenidade. E o laranja e vermelho mais agitação e movimento. Você não precisa pintar o ambiente todo, mas ter quadros e objetos decorativos com as cores que você desejar. O olfato (pouco falado) é fundamental para deixar o ambiente mais acolhedor. Explore velas e aromas. O alecrim é uma ótima opção para concentração e bergamota para estimular a criatividade.       Sua casa e seu ambiente de trabalho precisam funcionar como um carregador de celular e repor as suas energias. Caso esses espaços estejam te sugando você precisa regorganizar algo.
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Esqueça um pouco de ser bom no esporte
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Esqueça um pouco de ser bom no esporte
Por Isabella Demari   Que o esporte traz benefícios indispensáveis para a saúde física a longo prazo, é indiscutível, mas já parou para pensar quais os ganhos de começar um esporte cedo na vida para o nosso desenvolvimento pessoal? A decisão de colocar um filho em alguma atividade física na infância já se tornou algo cultural, o que automaticamente se torna isento de questionamento. No texto hoje, vou analisar a minha trajetória e ressaltar tudo que me foi lapidado através de uma atividade física.     Sempre fui uma criança muito ativa, transitava por diversas áreas e consegui expandir diversas habilidades. Já fiz judô, handebol, futebol, ballet, jazz, street dance, muay thai, surf, skate, funcional, musculação, aula de tecido, bike, e por aí vai. Todos os esportes me ensinaram algo em comum: a gente nunca nasce sabendo. O primeiro passo é compreender o processo de ficar bom em algo (principalmente na era de imediatismo que estamos vivendo), isso significa que ser ruim em alguma coisa te ensina em como criar uma base sólida para permanecer consistente. O que isso significa? Não ter suas habilidades aprimoradas te treina a ser humilde para aceitar esse fato; determinado para saber onde se quer chegar; consistente, pois reconhece a importância de tentar todos os dias; paciente para saber a hora certa de colher o fruto; e a habilidade mais importante: saber se divertir.   Toda e qualquer atividade que você realiza e se conecta, será uma ferramenta muito poderosa de autoconhecimento. O esporte que mais me tocou até hoje foi o surf, não por ser boa, mas porque eu aprendi muito sobre mim. Eu, desde pequena assistia filmes de surf, vídeos absurdos que me deixavam encantada, mas o que eu tinha esquecido era o que havia por trás daquilo. Com isso, eu idealizei o meu processo através das telas o que obviamente, me rendeu muita frustração (mas calma que ela não acaba aqui haha). Nos esportes ao ar livre existe um fator determinante para um bom desempenho: a natureza: apesar de bela, é imprevisível e potencialmente perigosa.     Em minha experiência, o mar se tornou um mestre da vida para mim. Lidar com as forças da natureza é aprender a soltar o controle e aceitar as condições. Além disso, é aprender a lidar com o que se apresenta para você. Não existe espaço para o “e se” pois não é, e só isso que importa. O espaço que pode ser preenchido é: o que eu posso fazer com o que eu tenho agora?   Atente-se à grandeza que é viver aquilo que se está e não o que se quer, pois só se consegue o que se quer, aceitando aquilo que se faz presente.   Eu estava tão focada em ser boa que eu não me permitia errar e me divertir, e como sabemos, sem erro e tentativa não se evolui. Aos poucos fui parando de competir comigo mesma, e comecei a me permitir ser ruim, rir de mim mesma, de ser uma iniciante. A leveza e a disciplina andam lado a lado, não existe crescimento saudável com uma cobrança incessante. O divertimento torna-se o ingrediente essencial, pois sem ele a rigidez e a frustração se tornam tão grandes, que se perde o encanto e a fluidez que a vida te proporciona quando se caminha em equilíbrio. Permita-se viver, pois a vida é bem mais erros do que acertos.   A vida reserva seus tesouros, não para aqueles que são apenas exploradores, mas para aqueles que também são atentos.    
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O poder das palavras e do encontro com você mesma
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O poder das palavras e do encontro com você mesma
Por Maria Eduarda Ilha Quando se está em um período sabático, até um simples texto de apresentação se torna uma oportunidade de mergulho interno Escrever um texto de apresentação pode parecer uma tarefa simples, mas me peguei encarando essa página em brancopor um longo tempo. Tenho tido cada vez mais cautela nas palavras que escolho utilizar, principalmente, quando dizem respeito a algo tão profundo quanto a minha autoimagem e o meu encontro comigo mesma.   Enquanto seres humanos vivendo em uma sociedade pós-moderna, estamos a todo momento buscando definições.Desde crianças, nos perguntam o que gostaríamos de ser quando crescermos; essa pergunta supostamente tão banal é só o primeiro de muitos questionamentos externos que nos são impostos prematuramente; sempre acompanhados de expectativas de respostas prontas e seguras.   Por muito tempo, minha resposta foi “advogada”. Quando me perguntavam quem eu era, automaticamente respondia, Eu Sou advogada. Mulher; carioca; 26 anos; advogada. De tanto repetir, internalizei; me apeguei ao conforto do contorno delineado por essas palavras. Até o momento em que a zona de conforto começou a se tornar desconfortável e novos questionamentos começaram a brotar de dentro de mim.     Quando me dei conta, estava planejando tirar um período sabático. Queria descobrir quem era a pessoa por trás de todas essas respostas prontas. Saí do meu emprego, entreguei o meu apartamento e decidi viajar com uma mochila de 50 litros nas costas. Senti dentro de mim um pulsar; uma urgência em me conectar com realidades diferentes da que eu sempre vivi; com pessoas, culturas e experiências novas, que pudessem me mostrar um pouco mais do mundo e, por reflexo, de mim mesma.   Prestes a completar seis meses de sabático e mais de dois meses viajando pelo Brasil, ainda me surpreendo com a potência que é ter escolhido desacelerar para questionar as escolhas até então feitas. Esse período sabático tem sido um convite para desapegar de todas as expectativas, incluindo as que eu mesma construí sobre colocar o pé na estrada e viajar sozinha.     Tenho me nutrido e vivido intensamente. A todo momento, me pego desenhando formas de transbordar o que sinto e, de quebra, me conectar com as pessoas que eu amo. Cada vez mais entendo que a vida segue seu próprio ritmo e que cabe a cada um de nós construir momentos de qualidade, troca, conexão e amor. E por isso, recentemente criei a newsletter “Diário de Bordo”. Em meu primeiro texto, fiz um pequeno alerta aos que se sentiram compelidos a assinar:   “Esse diário de bordo é um sonho novo que germinou dentro de mim; uma newsletter com devaneios, entregas, transbordares de alma e um convite para seguirmos navegando juntos. Não prometo linearidade ou travessias sempre tranquilas; o mar aqui dentro também sabe ser tormenta. Seja pela calmaria do entendimento; seja pelo desconforto do crescimento; Navegar é preciso.” Essa newsletter tem sido um projeto de escrita terapêutica e de experimentação. Escrevo quando sinto que tenho algo a dizer; ou quando sinto que preciso de um momento de pausa para assimilar a intensidade da jornada. Escrevo para me conectar, comigo e com os que se abrem para refletir e compartilhar. Escrevo para despertar inspiração e magia.   “É preciso cultivar a leveza para sustentar o peso dos questionamentos que surgem a partir da reconexão. Até agora, eu vivi ou sobrevivi? O que é natural: produzir e consumir ou sentir, existir e vicejar? A minha relação com a natureza é simbiótica ou parasitária? E a minha relação com o meu corpo? E a minha relação com os outros? E a minha relação com o divino?     Tenho percebido que toda essa magia acontece a partir do sentir. Ao me abrir para o sentir, desapego do reprimir. Entendo que para acessar com clareza níveis mais profundos de entendimento e experimentação, preciso estar disposta a mergulhar no medo, na dor, na alegria, no amor... e na fé, principalmente na fé. Fé de que a vida pode nos presentear com as respostas que tanto buscamos se estivermos dispostos a sermos vulneráveis.   Escrever um texto de apresentação pode parecer uma tarefa simples, mas me peguei encarando essa página - que agora contém um pouco de mim, por um longo tempo. E no momento presente, quando me perguntam quem eu sou, com presença respondo:   Eu Sou movimento. Eu me permito expandir, crescer, contrair, ocupar o meu corpo, meu espaço, minha voz. Me abro pra vida celebrando o universo que há em mim. Assim sendo; Ocupando; A natureza de que se está; E é. E te convido a fazer o mesmo.   Vamos juntos? Inscreva-se na newsletter "Diário de Bordo" para acompanhar mais conteúdos da Duda e siga ela no instagram @mariaeduardailha_ CLIQUE PARA SE INSCREVER
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