Estar perto da água é mais do que uma conexão, é um elixir para a mente e o coração | Por Gabriela Muller
Em um mundo frenético e muitas vezes avassalador, a busca por momentos de calma e conexão com a natureza assume uma importância vital em nossas rotinas. Neste contexto, emerge a teoria do Blue Mind, um conceito desenvolvido pelo cientista marinho Wallace J. Nichols, que sugere que estar perto da água, seja o oceano, lagos ou rios, pode melhorar significativamente a saúde mental, reduzir o estresse e promover uma sensação de calma e felicidade.
Este conceito foi popularizado ao longo dos anos através de estudos científicos publicados que comprovam sua veracidade. Por exemplo, o "Journal of Environmental Psychology" examina como o ambiente afeta o comportamento humano, evidenciando a ligação entre a proximidade com corpos d'água e o bem-estar emocional. Da mesma forma, pesquisas da Universidade de Exeter contribuíram para a compreensão dos benefícios psicológicos ligados à presença da água. Além disso, estudos sobre a relação entre atividades aquáticas, como natação e surfe, e os benefícios para a saúde mental, publicados em revistas científicas especializadas em saúde e psicologia, corroboram a ligação direta entre a presença da água e o nosso bem-estar emocional.
A água, com sua serenidade e vastidão, possui o poder de acalmar nossas mentes tumultuadas e revitalizar nossas almas. Contemplar as ondas quebrando na praia ou sentir a brisa suave em um lago tranquilo pode nos conectar profundamente com o momento presente, proporcionando uma sensação de paz interior incomparável.
A Allcatrazes se identifica muito com este tema, pois busca promover uma conexão profunda com a natureza, convidando vocês a abraçarem um estilo de vida do lado de fora, desfrutando das maravilhas naturais que o mundo oferece. Sempre prezamos por esta qualidade de vida e tentamos diariamente, através de nossos produtos, servir como um catalisador para inspirar vocês a se reconectarem com a natureza e a priorizarem momentos de tranquilidade e serenidade em suas vidas agitadas.
Neste turbilhão da vida moderna, é fácil se perder na agitação incessante e esquecer a beleza que a natureza oferece. No entanto, ao abraçarmos o conceito do Blue Mind, somos convidados a reconectar-nos com a essência primordial que habita em todos nós. É uma jornada de redescoberta, uma oportunidade de reconectar com nossa própria humanidade e com o mundo ao nosso redor de uma maneira mais profunda e significativa. Permita-se incluir pequenos rituais de conexão com a água em sua vida diária e descubra a transformação que o Blue Mind pode trazer.
Exemplos de práticas diárias para incorporar o Blue Mind:
Meditação à beira de um lago ou rio, focando no som suave da água e na respiração tranquila.
Caminhadas ao longo da costa, permitindo-se absorver a beleza e a serenidade do oceano.
Banhos relaxantes em casa, utilizando essências que remetam à água para criar um ambiente calmante.
Criação de um espaço de relaxamento em casa com elementos aquáticos, como fotos de paisagens marítimas ou fontes de água.
Prática de ioga à beira de um rio ou em uma praia tranquila, incorporando movimentos fluidos e respiração consciente.
Um passeio de bike na orla, perto de mares, lagos e rios.
Estar perto da água é mais do que uma conexão, é um elixir para a mente e o coração | Por Gabriela Muller
Em um mundo frenético e muitas vezes avassalador, a busca por momentos de calma e conexão com a natureza assume uma importância vital em nossas rotinas. Neste contexto, emerge a teoria do Blue Mind, um conceito desenvolvido pelo cientista marinho Wallace J. Nichols, que sugere que estar perto da água, seja o oceano, lagos ou rios, pode melhorar significativamente a saúde mental, reduzir o estresse e promover uma sensação de calma e felicidade.
Este conceito foi popularizado ao longo dos anos através de estudos científicos publicados que comprovam sua veracidade. Por exemplo, o "Journal of Environmental Psychology" examina como o ambiente afeta o comportamento humano, evidenciando a ligação entre a proximidade com corpos d'água e o bem-estar emocional. Da mesma forma, pesquisas da Universidade de Exeter contribuíram para a compreensão dos benefícios psicológicos ligados à presença da água. Além disso, estudos sobre a relação entre atividades aquáticas, como natação e surfe, e os benefícios para a saúde mental, publicados em revistas científicas especializadas em saúde e psicologia, corroboram a ligação direta entre a presença da água e o nosso bem-estar emocional.
A água, com sua serenidade e vastidão, possui o poder de acalmar nossas mentes tumultuadas e revitalizar nossas almas. Contemplar as ondas quebrando na praia ou sentir a brisa suave em um lago tranquilo pode nos conectar profundamente com o momento presente, proporcionando uma sensação de paz interior incomparável.
A Allcatrazes se identifica muito com este tema, pois busca promover uma conexão profunda com a natureza, convidando vocês a abraçarem um estilo de vida do lado de fora, desfrutando das maravilhas naturais que o mundo oferece. Sempre prezamos por esta qualidade de vida e tentamos diariamente, através de nossos produtos, servir como um catalisador para inspirar vocês a se reconectarem com a natureza e a priorizarem momentos de tranquilidade e serenidade em suas vidas agitadas.
Neste turbilhão da vida moderna, é fácil se perder na agitação incessante e esquecer a beleza que a natureza oferece. No entanto, ao abraçarmos o conceito do Blue Mind, somos convidados a reconectar-nos com a essência primordial que habita em todos nós. É uma jornada de redescoberta, uma oportunidade de reconectar com nossa própria humanidade e com o mundo ao nosso redor de uma maneira mais profunda e significativa. Permita-se incluir pequenos rituais de conexão com a água em sua vida diária e descubra a transformação que o Blue Mind pode trazer.
Exemplos de práticas diárias para incorporar o Blue Mind:
Meditação à beira de um lago ou rio, focando no som suave da água e na respiração tranquila.
Caminhadas ao longo da costa, permitindo-se absorver a beleza e a serenidade do oceano.
Banhos relaxantes em casa, utilizando essências que remetam à água para criar um ambiente calmante.
Criação de um espaço de relaxamento em casa com elementos aquáticos, como fotos de paisagens marítimas ou fontes de água.
Prática de ioga à beira de um rio ou em uma praia tranquila, incorporando movimentos fluidos e respiração consciente.
Um passeio de bike na orla, perto de mares, lagos e rios.
Por Maria Eduarda Ilha
Quando se está em um período sabático, até um simples texto de apresentação se torna uma oportunidade de mergulho interno
Escrever um texto de apresentação pode parecer uma tarefa simples, mas me peguei encarando essa página em brancopor um longo tempo. Tenho tido cada vez mais cautela nas palavras que escolho utilizar, principalmente, quando dizem respeito a algo tão profundo quanto a minha autoimagem e o meu encontro comigo mesma.
Enquanto seres humanos vivendo em uma sociedade pós-moderna, estamos a todo momento buscando definições.Desde crianças, nos perguntam o que gostaríamos de ser quando crescermos; essa pergunta supostamente tão banal é só o primeiro de muitos questionamentos externos que nos são impostos prematuramente; sempre acompanhados de expectativas de respostas prontas e seguras.
Por muito tempo, minha resposta foi “advogada”. Quando me perguntavam quem eu era, automaticamente respondia, Eu Sou advogada. Mulher; carioca; 26 anos; advogada. De tanto repetir, internalizei; me apeguei ao conforto do contorno delineado por essas palavras. Até o momento em que a zona de conforto começou a se tornar desconfortável e novos questionamentos começaram a brotar de dentro de mim.
Quando me dei conta, estava planejando tirar um período sabático. Queria descobrir quem era a pessoa por trás de todas essas respostas prontas. Saí do meu emprego, entreguei o meu apartamento e decidi viajar com uma mochila de 50 litros nas costas. Senti dentro de mim um pulsar; uma urgência em me conectar com realidades diferentes da que eu sempre vivi; com pessoas, culturas e experiências novas, que pudessem me mostrar um pouco mais do mundo e, por reflexo, de mim mesma.
Prestes a completar seis meses de sabático e mais de dois meses viajando pelo Brasil, ainda me surpreendo com a potência que é ter escolhido desacelerar para questionar as escolhas até então feitas. Esse período sabático tem sido um convite para desapegar de todas as expectativas, incluindo as que eu mesma construí sobre colocar o pé na estrada e viajar sozinha.
Tenho me nutrido e vivido intensamente. A todo momento, me pego desenhando formas de transbordar o que sinto e, de quebra, me conectar com as pessoas que eu amo. Cada vez mais entendo que a vida segue seu próprio ritmo e que cabe a cada um de nós construir momentos de qualidade, troca, conexão e amor. E por isso, recentemente criei a newsletter “Diário de Bordo”. Em meu primeiro texto, fiz um pequeno alerta aos que se sentiram compelidos a assinar:
“Esse diário de bordo é um sonho novo que germinou dentro de mim; uma newsletter com devaneios, entregas, transbordares de alma e um convite para seguirmos navegando juntos. Não prometo linearidade ou travessias sempre tranquilas; o mar aqui dentro também sabe ser tormenta. Seja pela calmaria do entendimento; seja pelo desconforto do crescimento; Navegar é preciso.”
Essa newsletter tem sido um projeto de escrita terapêutica e de experimentação. Escrevo quando sinto que tenho algo a dizer; ou quando sinto que preciso de um momento de pausa para assimilar a intensidade da jornada. Escrevo para me conectar, comigo e com os que se abrem para refletir e compartilhar. Escrevo para despertar inspiração e magia.
“É preciso cultivar a leveza para sustentar o peso dos questionamentos que surgem a partir da reconexão. Até agora, eu vivi ou sobrevivi? O que é natural: produzir e consumir ou sentir, existir e vicejar? A minha relação com a natureza é simbiótica ou parasitária? E a minha relação com o meu corpo? E a minha relação com os outros? E a minha relação com o divino?
Tenho percebido que toda essa magia acontece a partir do sentir. Ao me abrir para o sentir, desapego do reprimir. Entendo que para acessar com clareza níveis mais profundos de entendimento e experimentação, preciso estar disposta a mergulhar no medo, na dor, na alegria, no amor... e na fé, principalmente na fé. Fé de que a vida pode nos presentear com as respostas que tanto buscamos se estivermos dispostos a sermos vulneráveis.
Escrever um texto de apresentação pode parecer uma tarefa simples, mas me peguei encarando essa página - que agora contém um pouco de mim, por um longo tempo. E no momento presente, quando me perguntam quem eu sou, com presença respondo:
Eu Sou movimento. Eu me permito expandir, crescer, contrair, ocupar o meu corpo, meu espaço, minha voz. Me abro pra vida celebrando o universo que há em mim. Assim sendo; Ocupando; A natureza de que se está; E é. E te convido a fazer o mesmo.
Vamos juntos?
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Por Laura Vargas
Se você já tirou alguns dias de férias para viajar e ir à praia, montanha ou interior, certamente experimentou a sensação de finalizar esse período e voltar para sua casa com uma sensação de vazio. Falaremos disso até o final deste artigo.
Há quem também tenha aquela dificuldade com a tal da retomada - da alimentação, do ritmo de trabalho, dos estudos, da tão temida (que rufem os tambores)... rotina. Ela mesma.
Essa vilã que te faz repetir as mesmas coisas todos os dias: acordar, bater ponto no trabalho, produzir, dispersar, talvez um exercício físico ou um happy hour com os amigos (pra quebrar a rotina, vai! Afinal, a gente merece! - contém ironia), voltar pra casa, dormir e fazer tudo de novo amanhã.
Toda uma geração assustada com a música de abertura do Fantástico que, sem nem pedir licença, entrava pelos nossos ouvidos anunciando o fim de mais um domingo e o início de mais uma semana.
Lá vamos nós fazer tudo de novo e, ainda, talvez até com algum trabalho atrasado para entregar ou o lembrete de que você não comprou a cartolina pro trabalho da segunda-feira. De fato, desesperador.
Acontece que agora estamos mais velhos, a vinheta do Fantástico mudou e você precisa mudar também. E, muitas vezes, mudar e amadurecer representa deixar de ser teimoso e aceitar as coisas como elas são.
A construção do que quer que seja precisa de repetição, quer você goste disso ou não.
Precisamos da chatice de fazer a mesma coisa todos os dias o máximo possível. Precisamos de rotina. O seu cérebro gosta disso - e é exatamente isso que você deve ter em mente quando ficar tentando buscar variedade no seu dia a dia a todo o custo.
Pense no seu corpo como uma orquestra que precisa estar bem ensaiada. ''Cada sistema deve tocar sua parte corretamente e no tempo exato, ou haverá barulho e caos'', como afirma Jordan Peterson. É por isso que a rotina é imprescindível. Os atos diários que repetimos precisam ser compostos de hábitos estáveis e confiáveis, oferecendo certa previsibilidade. Aos atentos, o cuidado com o sono com a simples decisão de dormir e acordar todos os dias na mesma faixa de horário já faz toda a diferença (e, por favor, sem sair correndo e atrasado para o trabalho).
É só assim que você vai voltar de viagem sem toda aquela inquietude e sensação de vazio que comentamos lá no início.
A sua própria rotina, o cotidiano e o ordinário são capazes de preencher o teu coração. Um olhar atencioso à quem se ama, um trabalho bem executado, um bom foco nos estudos e a alegria de viver com atenção um dia após o outro.
Marco Aurélio, imperador romano e dedicado ao Estoicismo, reflete: ''As pessoas buscam retiros no campo, na costa e no monte. Tu também tens o costume de desejar tais retiros. Mas tudo isso é do mais vulgar, porque podes, no momento em que queiras, retirar-te em ti mesmo. Em nenhuma parte o homem se retira com maior tranquilidade e mais calma que em sua própria alma''.
Viajar e conhecer novas culturas pode até ser interessante, mas jamais no sentido de fugir da própria realidade. Lembre-se de que uma existência com atenção se constrói nas micro-vidas que chamamos de ''dias''. Viva bem e olhe para dentro de si através da sua própria rotina.
Laura Vargas - @lauravarrgas
Por Isabella Demari
O eterno paradoxo entre: a expectativa de grandes vivências e a beleza das pequenas coisas
Existe um aspecto interessante a se observar no ser humano. Nós estamos sempre buscando grandes coisas, mas esquecemos que todas as grandes coisas são um conjunto de pequenas coisas. Quando visualizamos admiráveis realizações, normalmente esquecemos do que elas são compostas.
Em um mundo onde o sucesso é determinado pelo desfecho de algo, não damos o devido valor para a trajetória trilhada. Muitas vezes, o que mais absorvemos de uma experiência não é o que conquistamos, mas o que desenvolvemos através dela. E, é importante ressaltar que o segredo em sentir-se realizado não está distante, mas muitas vezes em detalhes que deixamos passar no dia a dia.
O que acontece quando estamos atentos e satisfeitos com a nossa rotina? Desfrutamos daquilo que escolhemos vivenciar todos os dias em prol do que gostaríamos de construir a longo prazo.
Não há necessidade do processo ser maçante, devemos sim sacrificar alguns hábitos, mas apenas o que nos distrai e que faz com que nós percamos o foco no objetivo.
A famosa expressão “Enjoy the ride” (aproveite a jornada) é justamente sobre isso! Se aventurar em busca de um destino sem se concentrar apenas na linha de chegada. É durante a viagem, explorar novos horizontes, às vezes parar para contemplar, ajustar a rota e descobrir prazeres no percurso inteiro. A ideia é não ser tão rígido a ponto de não olhar para a beleza que existe no cotidiano, mas também não ser tão flexível a ponto de se deixar levar e abandonar as suas prioridades. Equilibrar-se para dar sentido à vida, e dar sentido ao que fazemos constantemente.
Ao esperarmos por grandes momentos e realizações, criamos uma expectativa de alívio e mudança, e no momento que associamos grandes feitos a momentos específicos, jamais vamos conseguir colocar pequenas doses de grandes momentos no nosso cotidiano. Nós sabemos que a vida não espera. Trazer a beleza da vida para a rotina é essencial para desfrutarmos dela por inteiro, todos os dias.
Por onde começar?
Por Isabella Demari
O medo é um estado emocional que surge em resposta da consciência perante uma situação de eventual perigo
O medo, estará sempre presente em diversos momentos de nossas vidas. O real segredo é: O quanto deixamos o medo ocupar? Ele pode nos paralisar tanto quanto pode nos inspirar a nos desafiarmos. Existe aquele pequeno milésimo de segundo que nos questionamos: O que será que aconteceria se eu vencesse esse medo? E foi exatamente através desse pensamento que surgiu uma das melhores experiências da minha vida.
Para dar um pouco de contexto a história, eu sempre tive muito medo de tubarões. Assisti o famoso filme “Tubarão” quando tinha 6 anos e, desde então, comecei a pesquisar muito sobre para me safar de um possível ataque de tubarão. Ao longo do tempo fui ressignificando a minha perspectiva sobre eles,
acredito que quando trazemos o medo para algo real, é possível superar ele
o que também acabou me despertando um fascínio por esses animais. Com isso, tomei a iniciativa de fazer uma lista de todos os meus medos e coloquei em ordem qual eu teria mais facilidade de superar e foi literalmente assim, que...
O que me fazia não pensar nas piores coisas que poderiam acontecer era o meu entusiasmo em vencer meu medo. Era a consciência que eu tinha de que no momento que eu passasse por aquela experiência, algo dentro de mim seria desbloqueado. E o principal, que me fez ter segurança da minha escolha: meu coração dizia que era aquele caminho a seguir. Cheguei em Cape Town - África do Sul, peguei um transfer que se direcionava para a pequena cidade de Gansbaai, onde eu fiquei em uma casa com o resto dos voluntários. Desde o início, me senti muito bem recebida e acolhida, e durante a minha experiência de 3 semanas eram apenas mulheres se voluntariando. Nossa rotina normalmente era acordar às 5:30 da manhã, ajeitar os wetsuits e levá-los para o barco.
Depois tomávamos café da manhã e, dependendo do número de turistas que estariam a bordo, era determinado um número específico de voluntárias. Normalmente eram de 2-3 viagens por dia e nós intercalávamos. Na viagem, um biólogo marinho explicava tudo sobre os tubarões e cada passo que os membros da tripulação faziam. As voluntárias eram responsáveis por separar os wetsuits e a coletar dados dos tubarões (tamanho, gênero, se tinha alguma cicatriz e seu comportamento). Caso não tivesse viagens suficientes durante o dia, participávamos de outras atividades:
Nossa programação era corrida, mas valia a pena!
E sobre os tubarões?
Quando mergulhei na gaiola foi um mix de emoções, que no momento nem tem como descrever. A água era muito gelada, adrenalina rolando e, ao mesmo tempo, estava atenta ao que estava acontecendo fora da gaiola. Foi uma sensação indescritível e muito valiosa para o meu crescimento pessoal.
Como eu me sinto agora?
Pronta para a próxima! As minhas experiências de vida me movem e são minhas ferramentas de autoconhecimento. Superar esse medo tão profundo me deu coragem para enfrentar muitas coisas que eu julgava impossível. Eu procuro utilizar a vida para trazer analogias do meu inconsciente, então pra mim não foi só mergulhar com os tubarões, mas também mergulhar com meus medos, inseguranças, e com todas as emoções que a experiência me despertava. Nunca é sobre o externo, e olha que louco, né? Eu estava dentro de uma gaiola. Como vai ser quando eu juntar essas duas realidades? A meta agora é nadar sem a gaiola. Aguardem os próximos capítulos.
Por Isabella Demari
Morar na Austrália foi uma vivência e tanto, mas ao invés do que muitos idealizam, a Austrália é uma prova de resistência muito forte. Estar no paraíso tem suas consequências e seus sacrifícios. Existe instabilidade, porém existe qualidade de vida. Existe uma negligência do governo perante os estrangeiros, mas existe muita oportunidade. Assim como tudo na vida, a rotina australiana tem seus prós e contras, a questão é: quais são as suas prioridades nesse momento?
Me chamo Isabella, nativa de Porto Alegre, RS e apaixonada por experiências. Tenho diploma em Sustentabilidade nas Empresas e curso Biologia Marinha. Pra mim, estar no mar sempre foi uma grande ferramenta de autodescoberta, seja surfando, nadando ou mergulhando. Apesar de não ser nascida na praia, é nela onde eu sinto que me conecto com a minha essência. Amo viajar e estar na natureza A viagem sempre me traz muitas perspectivas, maturidade e autoconfiança o que me dá segurança para ir atrás dos meus sonhos.
A minha experiência na Austrália foi extremamente rica em aprendizados e perrengues, que me ajudaram a desenvolver quem sou hoje. Pode soar estranho, mas escolher
Morar em uma ilha paradisíaca não vai solucionar seus problemas.
Se apegar a um cenário ideal pode ocasionar a perda da atenção na beleza do presente e no que existe aqui e agora, afinal, o mais importante não é onde você está, e sim o que você escolhe fazer diariamente, independente do lugar. Se pararmos para observar, nada é bom ou ruim, o que colocamos como juízo de valor nas coisas é somente a forma que enxergamos a vida. E como mudamos isso? Mudamos a perspectiva da situação.
Para alguns, morar na Austrália é um sonho, pois é um lugar perfeito, mas para mim não encontrar a felicidade em um lugar ‘perfeito’ foi o que me trouxe frustração. E um questionamento me deixava inquieta:
"Como eu tenho todos os recursos para a felicidade e não estou feliz?"
Entendi que não tem nada a ver com o que existe fora e sim como enxergamos dentro. O cenário que você se encontra pode tanto te auxiliar quanto te prejudicar, mas cabe a nós colocar a melhor perspectiva nele, extrair o melhor de cada dia e se auto analisar, buscando entender o que é influência externa, e o que parte de nós mesmos. Ouso em dizer que os 6 anos que morei na Austrália foram os melhores da minha vida. Não me arrependo de nenhuma escolha feita, e somente através de tudo que passei que consegui desenvolver as minhas prioridades e entender o que estou disposta a sacrificar. Vivi muito intensamente tudo, criei vínculos, amadureci muito e experienciei coisas extraordinárias, mas acredito que exige da nossa maturidade saber o momento de sair de cena e ir em busca de novos ares. Sinto que felicidade é isso: apreciar cada parte do processo e saber honrar a nossa singular trajetória.
Por Catarina Weck Glashester
Carro-chefe da marca e o nosso produto mais vendido, a Mochila Allcatrazes já passou por diversas transformações!
A marca surgiu em março de 2018 e a Mochila foi lançada pela primeira vez já alguns meses depois, em Outubro de 2018, nesse modelo aqui:
As cores da Mochila eram Cinza e Azul, e os detalhes em Verde, Amarelo ou Laranja!
Diferente, né? Por aqui acreditamos muito na importância da qualidade e usabilidade do produto, e que esses conceitos caminhem lado a lado com a busca pela evolução. No segundo formato, a mochila já tomou uma forma mais parecida com a atual! E foi aí que introduzimos a base preta, bem mais elegante, mas ainda mantendo as bases cinza e azul! Não preciso nem falar da incrível melhoria que foi esse bolso frontal com o recorte e o zíper, né?
Com o terceiro modelo, que veio mais de um ano depois, vieram algumas das maiores mudanças até hoje. Uma nova combinação de cores foi adicionada, a Allblack (toda preta) e tivemos que nos despedir da mochila cinza! Mudamos também o sistema de alças, o que tornou a mochila bem mais resistente e duradoura, já que antes elas eram presas direto na costura traseira, o que deixava mais propício ao rasgo nas alças. Adicionamos uma alça lateral, presa às alças normais, com fivelas de engate rápido, que ajuda a manter a postura e não sobrecarregar as costas ao usar a mochila bem cheia. Mais que isso, foram adicionados engates rápidos também acima dos bolsos de tela laterais, para melhorar o transporte de objetos por esse canal, e um bolso na parte superior, consequentemente, tendo diminuído a grossura da alça superior.
Já o quarto modelo, trouxe uma divisória completamente nova para manusear o computador ou documentos com maior facilidade, além de ter deslocado o zíper do bolso superior a fim de possuir mais espaço naquele compartimento, ela as cores disponíveis são as mesmas de hoje: Allblack (toda preta), Azul com Laranja e Preta com Verde.
Por fim, nosso modelo mais atual conta com zíper antioxidante (não emperra!), nova alça superior mais confortável e ajustes nas divisórias internas. Apesar de termos um enorme carinho por tudo o que já criamos, reconhecemos o quão importante é a mudança. Hoje, nossas mochilas já trocaram acabamentos, quantidade de bolsos, tecidos e aviamentos, mas a carinha Allcatrazes e o espírito aventureiro de desbravar o mundo continuam!
Para quem vive a conexão entre rotina, viagem e estilo de vida ao ar livre.
Por Catarina Weck Glashester
Você já ouviu falar em Turismo Ecológico? Vertente do turismo que mais cresce nopaís, conheça o conceito de Ecoturismo e 5 empresas que oferecem esse tipo de serviçopara conhecer, próximo a natureza, diversos cantinhos do nosso Brasil.
Objetivos:
- Promover turismo com base cultural e ecologicamente sustentável;
- Incentivar o investimento na conservação dos recursos utilizados.
Assim, a prática do turismo ecológico nada mais é do que permitir ao viajante conhecer e explorar o local de maneira consciente, promovendo a educação ambiental, umavivência saudável em meio a natureza e buscando a proteção dos diferentes ecossistemas que existem ao redor do mundo. Hoje em dia, é o ramo do turismo que mais cresce, em uma taxa de aproximadamente 20% ao ano. Para classificarmos uma atividade como de turismo ecológico, existem 4 valores a serem respeitados:
- Respeito às comunidades locais;
- Envolvimento econômico efetivo das comunidades locais;
- Respeito às condições naturais;
- Conservação do meio ambiente e a interação educacional quanto a isso.
"O ecoturismo utiliza o patrimônio natural e cultural de forma sustentável, incentivando a sua conservação."- Rio Quente Parques e Resorts
Conheça 5 empresas e destinos diferentes que trabalham no Brasil com o Turismo Ecológico:
1. GRUPO RIO DA PRATA
O grupo Rio da Prata promove atividades turísticas em um dos principais destinos de Ecoturismo no Brasil: Bonito, em Mato Grosso do Sul. Eles oferecem 3 opções de visitas diferentes, todas em constante contato com a natureza, seja com a fauna ou a flora local.
Fotos retiradas do site oficial do Grupo Rio da Prata. Confira mais clicando aqui
2. PLANETA EXO
Planeta Exo é uma empresa que conecta turistas com guias de passeio locais que promovem o ecoturismo em diversos destinos do Brasil. Um pouco voltado para turistas do exterior (algumas informações no site estão em dólar americano, euro enquanto outras se apresentam em real), vale a pena conferir as opções de destinos e entrar em contato com eles para avaliar os orçamentos. Normalmente os pacotes incluem acomodação, transporte, refeições e um guia, podendo também já incluir as taxas do passeio, seguro, bebidas e o equipamento necessário para a aventura da vez!
Fotos retiradas do site oficial do Planeta Exo. Confira mais clicando aqui
3. ALTA VISTA, CHAPADA DA DIAMANTINA.
Um dos destinos ao ar livre mais encantadores do Brasil, a Chapada da Diamantina se situa na região central do Estado da Bahia e é protegido pelo Parque Nacional da Chapada Diamantina, abrangendo as cidades de Lençóis, Andaraí, Mucugê, Palmeiras e Ibicoara, além de ser nascente de quase todos os rios das bacias do Paraguaçu, do Jacuípe e do Rio de Contas. Limitada por penhascos em uma área de 1.520 km², pode ser visitada de diversasmaneiras e a Alta Vida Ecoturismo oferece passeios de 1 a 8 dias pelo local.
Fotos retiradas do site e instagram oficial do Alta Vista Ecotursimo. Confira mais clicando aqui
4. KORUBO, SAFARI CAMP EM JALAPÃO
Pioneira no Ecoturismo da região, a empresa Korubo oferece uma experiência completa em Jalapão, bioma típico do Cerrado brasileiro. "O luxo naquelas bandas é estar longe da civilização, é apreciar o silêncio, contemplar a natureza, sentir-se parte da paisagem". Assim, é possível aproveitar um destino inusitado e diferente das paisagens que estamos acostumados. Os pacotes de 1 semana são all inclusive, com transporte, hospedagem, alimentação e atividades todas contempladas.
Fotos retiradas do site e Instagram oficial da Korubo. Confira mais clicando aqui
5. ILHABELA!
Por último, mas com certeza não menos importante, nossa querida Ilhabela, berço do nome da Allcatrazes. O site oficial da ilha oferece informações sobre as práticas de ecoturismo na região e biodiversidade local, além de curiosidades dos principais pontos turísticos da capital da Vela no Brasil! Acesse o site aqui e confira mais informações.
Fotos retiradas do site e Instagram oficial da Prefeitura de Ilhabela. Confira mais clicando aqui
Já conhecia algum desses destinos? Além do nosso blog, nos acompanhe também no Instagram para mais dicas relacionadas a vida outdoor.
Por Catarina Weck Glashester
No início do mês de março, dois campeonatos importantes para o Optimist acontecem simultaneamente nas águas de Jurerê. O Iate Clube de Santa Catarina - Veleiros da Ilha sediará, juntamente com a OptiBRA, a Seletiva Brasileira de Optimist 2022 e o 44º Campeonato Sul Brasileiro de Optimist.
Dois meses após o Brasileiro da classe, entre os dias 07 e 13 de março, mais de 130 velejadores estarão em água disputando vagas para os principais campeonatos internacionais da classe, que esse ano consistem em: cinco vagas para o Mundial, na Turquia; quatro vagas para o Europeu, em Sonderborg na Dinamarca; quinze vagas para o Norte-Americano, nas Bahamas; e trinta vagas para o Sul-Americano, no Rio de Janeiro. Além, é claro, do título de campeão e campeã Sul-Brasileiro 2022.
A programação deverá ocorrer como segue: nos dias 07 e 08 de março, serão realizadas as inscrições e inspeções, enquanto dos dias 09 a 13, regatas estão marcadas paraas classes Estreantes e Veteranos, esse último divido em Flotilhas Amarelo/Ouro e Azul/Prata. Para os Veteranos, três regatas são necessárias para constituir a série do Campeonaro Sul-Brasileiro. Quanto aos descartes, a partir da 6ª regata a competição terá 1 descarte. Os Estreantes precisam realizar duas regatas para validar o campeonato e a partir da 4ª regata entra 1 descarte. No domingo, após as regatas, ocorrerá a cerimônia de premiação e encerramento. Serão premiados:
1º ao 10º colocado Geral dos Veteranos
1º ao 5º Geral dos Estreantes
1º ao 3º Mirim (Masculino e Feminino, Veterano e Estreante)
1º ao 3º Infantil (Masculino e Feminino, Veterano e Estreante)
1º ao 3º Juvenil (Masculino e Feminino, Veterano e Estreante)
A previsão do tempo para o campeonato está instável. Nos primeiros dias é provável que teremos um vento da direção Norte/Nordeste fraco, há a previsão de entrada de uma frente de Sul a partir de sexta-feira, aumentando a intensidade do vento até o domingo, quando ele pode voltar a baixar.
Links:
AR da competição: https://optibra.files.wordpress.com/2022/03/ar-sb-e-seletiva-2022.pdf
Quadro de Avisos: https://icsc.regatas.ar/seletivasc/index.php/pt/onb-documents
Acompanhe nossas redes sociais e blog para conferir atualizações diárias e acessar assúmulas do campeonato.
Atualização 1 | 09.03
As condições climáticas não estavam favoráveis e não foi possível iniciar o campeonatona data planejada. As primeiras regatas foram adiadas para quinta-feira, 10.03.
Atualização 2 | 10.03
Na quinta-feira, os ventos estavam clássicos nas águas de Jurerê, compensando bem afalta de vento do dia anterior. Com o céu ensolarado e vento nordeste, na casa dos 12 a 15 nós, o destaque vai para o atleta da casa, Davi Neves, que ganhou as três regatas do dia. Em segundo lugar, a carioca Joana Kubelka Freitas, vice-campeã brasileira da classe, estreia muito bem nessa Seletiva. Seguindo o top 5 da competição, temos mais dois cariocas, Zion Brandão em terceiro e Enzo Ricardi em quarto, contando com Henrique Tannous, do ICSC, em quinto.
Na categoria feminina, Joana lidera o top 3 seguida por Sophia Osthoff, também do ICRJ, que está em 9º no geral. Em terceiro, temos a velejadora juvenil do ICB, Vitoria Viegas,em 14º geral. Após as fotos, confira a súmula do campeonato até agora.
Clique aqui para acessar o álbum com todas as fotos
Súmula Provisória Estreantes
Súmula Provisória Veteranos
Atualização 3 | 11.03
Com um início demorado, o segundo dia de regatas da Seletiva de Optimist teve sua raia preenchida por um vento Sul, do meio da tarde em diante, possibilitando a realização das 3 regatas programadas. Davi Neves segue na liderança após decorrido metade do campeonato.
Já contando com o descarte, Davi soma 7 pontos perdidos e está com três pontos de vantagem para Zion Brandão do ICRJ. Os três atletas que os seguem também são cariocas esão eles: Joana Kubelka, em 3º, Arthur Back, em 4º e Enzo Ricardi, em 5º. O pódio feminino começa com Joana na 3ª colocação geral e conta na sequência com Melissa Paradeda, atleta da casa, em 8º, e Sophia Osthoff, do ICRJ, em 12º geral.
Quanto aos estreantes, o Rio Grande do Sul lidera o top 5 da competição, com 3 atletas do Veleiros do Sul nas primeiras colocações, Teodoro Gaudagnin, Pedro Oliveira e Pedro Koch, e duas meninas do Clube dos Jangadeiros em sequência: Fernanda Schramm eSophia Cerqueira.
Súmula Provisória Estreantes
Súmula Provisória Veteranos
Atualização 4 | 12.03
Mesmo com o tempo chuvoso, a comissão de regatas conseguiu realizar duas regatas para todas as categorias do campeonato, hoje as flotilhas foram divididas em Ouro e Prata para os Veteranos. Davi Neves conseguiu manter, não só sua liderança, como a mesma vantagem de 3 pontos sobre o segundo colocado, Zion Brandão. Joana Kubelka segue na terceira posição da competição, seguida por outros 2 cariocas, Arthur Back e Felipe Vicente.
O pódio feminino segue entre Joana, Melissa Paradeda, que subiu para a 6ª colocaçãogeral e Sophia Osthoff em 16º geral.
Na categoria Estreantes, o RS continua dominando o pódio. O gaúcho Teodoro Guadagnin (VDS) segue na liderança com 18 pontos perdidos. Na segunda posição está Uma Creixell, do CDJ, e Sofia Cerqueira, também do CDJ, está em terceiro. Em quarto e quinto lugar, respectivamente, temos o Pedro Oliveira e Pedro Koch, ambos do VDS.
Súmula Provisória Estreantes
Súmula Provisória Veteranos Ouro
Súmula Provisória Veteranos Prata
Atualização 5 | 13.03
Como sempre, Jurerê entregou uma semana de condições muito variadas para os atletas da classe Optimist e com 10 regatas disputadas, já está definida a Equipe Brasileira de Optimist 2022. Confira a lista completa de velejadores que irão disputar o Campeonato Mundial, Europeu, Norte e Sul Americano ao final desse texto.
Neste domingo se concretizou o que já vinha ocorrendo a semana inteira, Davi Neves é o grande campeão Sul-Brasileiro e da Seletiva de Optimist 2022. Joana Kubelka Freitas, que há pouco consagrou-se Vice-Campeã Brasileira no geral, hoje é também campeã Sul-Brasileira e da Seletiva.
Falando em Brasileiro, é a junção desses dois grandes campeonatos que garante as vagas para os campeonatos internacionais de Op e o grande campeão ao juntarmos as súmulas é Arthur Back. Após 22 regatas, o velejador somou 68 pontos com 3 descartes, quase 10 pontos a frente do 2º colocado.
Para os Estreantes, foram 6 regatas realizadas e um campeonato muito disputado. Ao final, Teodoro Guadagnin (VDS) garantiu o 1º lugar da competição, Uma Creixel (CDJ) terminou em 2º e Sophia Cerqueira (CDJ) em 3º. Em 4º e 5º, respectivamente, ficaram Pedro Carvalho de Oliveira e Pedro Koch, ambos do VDS. Assim, o Rio Grande do Sul dominou o top 5 da competição e colocou 8 atletas no top 10 dos Estreantes.
Súmula Final Estreantes
Súmula Final Veteranos Ouro
Súmula Final Veteranos Prata
Ranking Seletivo 2022
Classificados Equipe Brasileira de Optimist 2022:
vagas para o Mundial, na Turquia; quatro vagas para o Europeu, em Sonderborg na Dinamarca; quinze vagas para o Norte-Americano, nas Bahamas; e trinta vagas para o Sul-Americano, no Rio de Janeiro. Além, é claro, do título de campeão e campeã Sul-Brasileiro 2022.
Mundial - Bodrum, Turquia
Arthur Back
Davi Neves
Joana Cocchi Kubelka
Zion Brandão
Melissa Paradeda
Europeu - Sonderborg, Dinamarca
Enzo Ricardi
Felipe Vicente
Valentina Guimarães Roma
Sophia Osthoff
Norte Americano - Nassau, Bahamas
Eduardo Essinger
Felipe Kath Strassburger
Henrique Tannous
Stefano Siebert Francavilla
Augusto Torre Mateus
Daniel Holck
Théo Sartor
Lucas Araujo Sant’Anna
Renato Gomez Lunetta
João Marcelo Barbosa
Maria Brum
Julio Cesar Floriano
Laura Santos Neves
Lara Nakamura Candemil
Gabriela Paixão
Sul Americano – Rio de Janeiro, Brasil
Arthur Back
Davi Neves
Joana Cocchi Kubelka
Zion Brandão
Melissa Paradeda
Enzo Ricardi
Felipe Vicente
Eduardo Essinger
Felipe Kath Strassburger
Henrique Tannous
Stefano Siebert Francavilla
Augusto Torre Mateus
Daniel Holck
Théo Sartor
Valentina Guimarães Roma
Lucas Araujo Sant’Anna
Renato Gomez Lunetta
João Marcelo Barbosa
Sophia Osthoff
Maria Brum
Julio Cesar Floriano
Laura Santos Neves
Frederico Corseuil
Breno José Macieira
Lara Nakamura Candemil
Said Royo Visconti
Ricardo Essinger
Fernando Lourenço
Gabriela Paixão
Vitoria Viegas
Por Catarina Weck Glashester
No final do ano passado, Marina Bidoia ficou sabendo de um barco que precisava detripulação para uma travessia do Uruguai até o Caribe, trajeto deveria ser feito no menor tempo possível. O comandante, um polonês chamado Leszek Stankiewicz, atualmente residindo no Canadá, iniciou sua viagem pela América Latina em 2019 e precisou parar sua viagem em Piriapólis por quase 1 ano.
Com as restrições da pandemia mundo afora, e a chance de ficar preso de novo, Leszek queria levar seu barco para casa o mais rápido possível, e isso incluía atravessar o Brasil com poucas paradas para descanso durante o Natal e o Ano Novo. Os únicos problemas eram que ele não conhecia ninguém no Brasil, estaria entrando como estrangeirono país e não possuía tripulação. Foi aí que Marina entrou na história.
Marina veleja com a alma e o coração, e faz lindos registros disso em seu Instagram,tendo muita experiência em barcos de classes oceânicas assim como naqueles sem classedefinida.
A pressa do polonês para chegar em casa fez com que a viagem ocorresse na época errada, então antes mesmo de iniciar o percurso, já se sabia que não seria uma tarefa fácil. Querendo atravessar o país do Sul para o Norte, as 2.835 milhas foram percorridas com ventos no sentido Norte-Sul, o que gerou condições que dificultaram um pouco a viagem. Assim, por exemplo, a perna de Abrolhos para Salvador, que deveria demorar 3 dias, demorou 6.
“Acontece que nesse trecho, o vento virou completamente na nossa cara, mal dava para manter um ângulo de 30° em relação ao vento, então a gente abria muito a cada bordo. Assim, numa perna faltavam 60 milhas, quando a gente cambava faltavam 80, na próxima cambada, 75 milhas. Olhávamos e estávamos andando a 7 knots, pensávamos “Que beleza”, mas olhando o rumo, não compensava. Vetorialmente, foi um dos momentos em que mais andamos, mas não era na direção que precisávamos. Com certeza as 300 milhas que precisávamos percorrer viraram 600, e da mesma maneira, 3 dias tornaram-se 6”, conta Marina.
Durante uma viagem dessas, percebemos que algumas coisas básicas do nosso dia a dia, tão naturais e automáticas quando se está em terra, são mais relevantes do que pensamos. “...isso a Tamara falou em uma das palestras dela e percebi como era verdade. Obanho é um marco temporal no nosso dia, e quando você não toma banho, parece que os dias se emendam e você já não sabe mais quanto tempo passou”. Em alto mar, a noção de tempo toma uma proporção diferente. O que mais importa é o horário do seu próximo turno, e já não se sabe mais, e nem faz diferença, se é dia ou hora útil em terra firme. “Quando chegamos a Salvador, liguei para o cara do porto a 1 da manhã do domingo e para mim era mais um momento normal daquela rotina que eu estava vivendo”.
“Quando chegamos ao Rio, não tínhamos tripulação para seguir”.
A embarcação de 42 pés chegou a velejar com combinações de 2, 3 e 4 pessoas a bordo, sendo a Marina e o comandante os únicos que permaneceram em todas as pernas até o barco deixar o Brasil. Além do perrengue inerente a uma viagem dessas, achar tripulação estava mais difícil pois a viagem foi feita bem em época das festas de final de ano.
“Quanto as tripulações, íamos montando conforme as pernas e a disponibilidade e boa vontade de amigos e conhecidos. Por causa de um problema no nosso motor, Leszek gastou um dinheiro que não estava previsto e ai não conseguiu pagar a prometida passagem para a tripulação que iria fazer a perna para o Rio, e eles cancelaram de última hora. Aí é aquela coisa, fomos indo atrás de quem estivesse a fim de encarar um perrengue desses. Achei duas mulheres maravilhosas que não tinham tanta experiência de vela, querendo embarcar para aprender, e acabaram encarando situações como um motor quebrado, velas rasgadas, todas as condições possíveis de vento... E é isso que acontece nessas viagens”
Registros feitos pelos diferentes velejadores que estiveram a bordo do Star Spengeld.
“Ficamos velejando a 0.7 knots por um dia inteiro. Sabe o que é isso? Quando andávamos muito era 1.2 knots, e estávamos com o motor quebrado. Estávamos a mais de 20 milhas da costa, então não tínhamos sinal. É aí que saem os textos, as reflexões... Foi aí que li 3 livros na maior velocidade da minha vida.”
Mesmo com o tempo ocioso e o tédio que acompanham travessias como essa, o maisvalioso em qualquer navegada é aquele momento completamente aleatório em que se olhapara o mar e o corpo é preenchido pela sensação maravilhosa de “não tem nenhum outro lugar no mundo que eu escolheria estar agora do que aqui, no meio do mar”.
Por um desencontro de datas e pelo agravamento da pandemia, com voos sendo cancelados durante dezembro e janeiro, Marina só pode participar da viagem até certo ponto, não seguindo com a tripulação até o Caribe. Na parte da viagem que ela esteve presente, foram 7 paradas até Recife, 8 velejadores que participaram da travessia e incontáveis histórias inesquecíveis.
Velejadores que participaram da viagem e suas respectivas pernas:
1 - Piriapolis - Ilhabela: 1025 milhas, 8 dias, 4 pessoas a bordo
Leszek Stankiewicz
Marina Bidoia Gerdullo
Vinícius Degrave
Maurício Vicente Cabral
2 - Ilhabela - Rio: 150 milhas, 2 dias, 3 pessoas a bordo
Leszek Stankiewicz
Marina Bidoia Gerdullo
Vinícius Degrave
3 - Rio - Ilha Grande - Rio: 120 milhas, 2 dias, 2 pessoas a bordo
Leszek Stankiewicz
Marina Bidoia Gerdullo
4 - Rio - Vitória: 350 milhas, 3 dias, 4 pessoas a bordo
Leszek Stankiewicz
Marina Bidoia Gerdullo
Fernanda kienitz
Julia rayes
5 - Vitória - Abrolhos: 270 milhas, 3 dias, 3 pessoas a bordo
Leszek Stankiewicz
Marina Bidoia Gerdullo
Fernanda kienitz
6 - Abrolhos - Salvador: 450 milhas, 6 dias, 3 pessoas a bordo
Leszek Stankiewicz
Marina Bidoia Gerdullo
Fernanda kienitz
7 - Salvador - Recife: 470 milhas, 5 dias, 4 pessoas a bordo
Leszek Stankiewicz
Marina Bidoia Gerdullo
Adam
Josef