Desvendando o Medo

Artigo publicado em: Jan 5, 2024 Autor do artigo: Equipe Allcatrazes
Desvendando o Medo
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Por Catarina Weck Glashester

 

Aprender como ele funciona pode te ajudar a superá-lo.  

 

Tenho me interessado cada vez mais pelo assunto “medo”. Venho lendo e pesquisando,tentando entender esse sentimento que tanto nos congela quando precisamosagir.

 

Descobri que o medo é um dos nossos sentimentos mais primitivos. Claro que, durante milhões de anos, o medo foi imprescindível para a nossa sobrevivência e evolução enquanto espécie. Porém, hoje essa nossa reação intuitiva tem dificuldade de entender que trocar de escola quando criança ou contar para aquela pessoa que você gosta dela não é a mesma coisa que fugir de um predador. Como reação ao medo, seja ele do que for, a parte primitiva do nosso cérebro tem três respostas: congelar, fugir ou lutar. Cada vez menos escolhemos a terceira opção.

 
 
 

Se tem algo que aprendi com a minha curiosidade em relação ao assunto, é que a coragemnão representa a ausência do medo, e sim agir apesar dele. Há alguns anos ouvi a seguinte frase, capaz de me marcar durante todo esse tempo:

 
“O que não te desafia, não te transforma”.
 

Desafiar está relacionado a provocar, a realizar algo que supostamente está acima da suacapacidade. Já a palavra transformar significa mudar a forma, converter, ou trocar; tornardiferente do que era. 

 

Se você ficar parado, sem buscar desafios e novas experiências, dificilmente alcançará resultados distintos dos que vêm tendo. Desde então, tento direcionar ao máximo as minhas decisões para agir dessa maneira. Se nos dá medo, se nos desafia, no mínimo deve valer a pena pagar para ver. 

 

O que não te faz perceber que você pode ir mais longe, não te tornará diferente do que jáés.

 

De muitas formas eu enxergo que a vela entrou e se mantém, até hoje, assim na minha vida. Com 16 anos, era um esporte do qual eu só havia ouvido falar, se tornou uma brincadeira deverão e rapidamente uma paixão, e então o meu maior hobby. De desafio em desafio, hoje encaro a vela como meu estilo de vida e meu caminho profissional. E a verdade é que, o que me encantou desde o início, foi o fato de eu nunca ter feito algo tão difícil naminha vida.

 
 

Eu me apaixonei pelo sentimento de me sentir capaz. Minha família não possui nenhuma tradição na vela, como é comum de se ter nesse esporte. Iniciei algo novo, sozinha, que só dependia do meu esforço e desempenho e aprendi a compartilhar as responsabilidades e conquistas disso tudo em uma modalidade de dupla. Também não posso contar essa história como se em algum momento eu tivesse um grande medo de água ou de vento. O que quero dizer é que o medo do desconhecido, de não se encaixar em um novo grupo, não ser boa em uma nova atividade, ter começado mais tarde do que o esperado, sentir vergonha de perguntar, pode te privar de momentos, ou até fases, incríveis da tua vida. 

 

Outra coisa que aprendi nesse meio tempo é que o cérebro acaba sofrendo mais tentando prever as consequências ruins de uma determinada ação do que realmente experienciando algo ruim. Nossas memórias se recriam todas as vezes em que as revisitarmos, por isso aquele pesadelo que você teve quando era criança, o seu pavor de cachorro, ou aquele término horrível de relacionamento parecem ficar piores a cada vez que você se lembra deles. A única maneira de nos livrarmos desses medos e pavores é substituindo essa memória por uma positiva, ou seja, enfrentando de cabeça as coisas que mais nos assustam, e talvez descobrindo que o monstro embaixo da cama na casa da sua avó não existe, que nem todo cachorro morde e que conhecer alguém novo, não é tão ruim assim.

 

A real é que a gente nunca sabe o que está do outro lado da próxima porta que vamos abrir. Com certeza não vamos acertar sempre, mas será que não vale a pena subir alguns degraus a mais e dar uma espiadinha no que tem atrás de uma porta mais ao alto, antes de seguir reto?

 
 
 
Nota final:

Te convido a conhecer mais sobre o assunto, como eu fiz, através do livro “A Força doMedo”. Meu Instagram é @bisglashester. No caso de realmente leres, por favor me diga oque achou! Boa leitura e até a próxima :) 

 
 
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