BLACK FLAG - Uma reconexão com nosso hábitat

BLACK FLAG - Uma reconexão com nosso hábitat

Nem parece que tudo começou esse ano. De maneira completamente inesperada, há 8 meses tivemos que nos recolher, nos afastar da adrenalina, que tanto amamos, e esperar em casa por um amanhecer mais tranquilo. Enquanto amantes dos desafios e da imprevisibilidade, foi frustrante sentir que todos os dias eram iguais. Afinal, acordar e saber que nada de diferente vai acontecer é desanimador.

Sabemos que não foi só aqui, vimos o mundo inteiro parar. Acompanhamos a quarentena se espalhar ao redor do globo e sabíamos que ia chegar a nossa vez. Mas, nunca imaginamos que tanta coisa mudaria e tão rápido, nem o quanto isso impactaria o funcionamento do coletivo e de cada um de nós, individualmente.

Buscamos formas de nos reinventar todos os dias. Mudamos nossos hábitos, nossa maneira de estudar e de trabalhar, nossa forma de nos comunicarmos e de nos reunirmos com quem amamos... Aniversários se tornaram virtuais, abraços foram postos em espera e sabemos que foi difícil aceitar a provisória realidade, mas também sabíamos a necessidade dessas atitudes.

Nesse tempo todo aprendemos novas habilidades. Algumas pessoas se aperfeiçoaram na cozinha, outras leram os livros que estavam nas prateleiras há anos, e teve até quem aproveitou para reorganizar e reformar a casa. Tudo isso na tentativa de ocupar a cabeça enquanto aguardávamos ansiosos pelo momento em que pudéssemos nos reencontrar.

Não imaginamos que fosse durar tanto tempo. Tiveram momentos em que parecia que nunca iria passar, que ficaríamos nessa para sempre, e na verdade ainda estamos longe de um ponto final. Eventuais notícias positivas faziam acender uma chama de esperança, mas todos passamos pelo momento em que ficou difícil manter a TV ligada escutando a atualização do cenário. Bombardeados com mais informações do que conseguíamos absorver, ficamos cansados. Foi desafiador se manter positivo e tranquilo em meio a tantas informações negativas.

Por mais que tentemos antecipar as rajadas, nem sempre damos o bordo que mais favorece. Tem dias que é complicado visualizar a raia com clareza e continuamos indo contra a corrente para tentarmos nos reerguer. Como toda história tem vírgulas, aos poucos, passamos a contemplar possibilidades que pareciam fazer valer a pena toda essa espera. Mesmo as piores perdas nos ensinam e trazem ganho, e olhando para trás já é possível enxergar com outros olhos o que passamos.

Todos mudamos um pouco de rumo nesse momento. Ficamos presos com nós mesmos e fomos levados a refletir um pouco sobre quem somos e o que queremos. Passamos tempo demais com os nossos pensamentos, o que causa uma inerente evolução. Aproveitamos para reavaliar a nossa lista de prioridades, redefinindo pilares, porém mantendo a mesma essência que busca sempre explorar o novo e o desconhecido.

Agora voltamos a respirar um ar mais puro. É importante ter consciência de que ainda teremos recaídas, mas já podemos sentir as coisas se redefinindo e voltando ao prumo. Com tudo isso que passamos, voltamos à mãe terra com um olhar diferente, seja sob o ponto de vista que for, com certeza não somos mais os mesmos, somos melhores. Viveremos com mais intensidade, nos entregaremos aos momentos de maneira mais profunda e buscaremos estar sempre em evolução.

Para mais experiências, atitudes.
Para seu equipamento, Allcatrazes.

 

Texto por: Catarina (Bis) Weck Glashester

 

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